Veja também: Tuju é o melhor restaurante de São Paulo pelo Prêmio Paladar 2026
Tuju está no Top 10 restaurantes do Prêmio Paladar 2026. Crédito: Paulo Henrique Motta
O Asador Etxebarri, do chef Bittor Arginzoniz, em Axpe, na Espanha, foi eleito o melhor restaurante do mundo pelo The 50 Best Restaurants 2026. O resultado foi anunciado nesta quarta-feira, 4 de novembro, no Teatro Municipal de Lima, no Peru, que recebeu a cerimônia pela primeira vez. Gaggan (Bangcoc, Tailândia) e Alchemist (Copenhague, Dinamarca), completam o pódio.

Chefs e representantes da gastronomia internacional se reúnem no palco do Teatro Municipal de Lima, durante a cerimônia do The 50 Best Restaurants 2026, realizada em 4 de novembro. Foto: JACK COOPER
O Brasil tem dois representantes na seleção principal: o Tuju, de São Paulo, na Xª posição, e o Lasai, do Rio de Janeiro, na 25ª. Com Nelita, estreando em 54º, e Evvai, o 68º, num avanço de 27 posições, na lista ampliada, são quatro brasileiros entre os cem.

O vilarejo de Axpe, no País Basco, abriga o Asador Etxebarri, eleito o melhor restaurante do mundo pelo 50 Best Restaurants 2026 Foto: Asador Etxebarri / Divulgação
Disputa pelo primeiro lugar
A edição já tinha uma certeza antes de começar: haveria um novo número um. Vencedor em 2025, o Maido passou a integrar o Best of the Best, grupo dos antigos campeões, que deixam de concorrer nas edições seguintes. A mesma regra retirou da disputa outro peruano, o Central, primeiro colocado em 2023.
Vice em 2024 e 2025, o Asador Etxebarri, de Bittor Arginzoniz, liderava de fato o bolão de apostas sobre o grande vencedor da noite. Em Axpe, no País Basco espanhol, o chef construiu sua reputação com o domínio das brasas, aplicadas de frutos do mar à sobremesa. O menu custa € 300 (cerca de R$ 1.800), sem bebidas.

O chef Bittor Arginzoniz (à esq.) e Mohamed Benabdallah, sommelier do Asador Etxebarri, celebram o título de melhor restaurante do mundo em 2026 Foto: 50 Best Restaurants / Divulgação
Havia alguma expectativa em relação ao Quintonil, de Jorge Vallejo, na Cidade do México, e ao DiverXO, de Dabiz Muñoz, em Madri – 3º e 4º lugares no ano passado. No primeiro, a degustação Nuestro México custa 6.090 pesos mexicanos (cerca de R$ 1.770) e passa por ingredientes como formigas chicatanas e huitlacoche, o fungo do milho. No segundo, a cozinha disruptiva de Muñoz – ausente da cerimônia em Lima – tem menu a € 450 (cerca de R$ 2.700), sem bebidas.
Também entre os candidatos estava o Alchemist, de Rasmus Munk, em Copenhague, que avançou do oitavo lugar em 2024 para o quinto em 2025. O jantar reúne até 50 impressões – como a casa chama suas intervenções comestíveis e sensoriais – ao longo de até seis horas, combinando gastronomia, performance e projeções que pautam debates como a poluição dos oceanos. A experiência, sem harmonização, custa 5.600 coroas dinamarquesas (mais de R$ 4.500).
Na classificação final anunciada em Lima, Etxebarri, Quintonil, DiverXO e Alchemist ficaram, respectivamente, em 1º, 4°, 9° e 3º.
Peru além do ceviche
Antes de receber a cerimônia, Lima já havia emplacado dois campeões mundiais. A virada começou com Gastón Acurio, que projetou a cozinha peruana globalmente com o Astrid & Gastón e o La Mar – feito reconhecido em 2018 com o prêmio pelo conjunto da obra do 50 Best.
O ceviche abriu, sim, caminhos, no entanto, a cena local se consolidou na diversidade: o Central, de Virgilio Martínez, explora diferentes ecossistemas e altitudes do país, enquanto o Maido, de Micha Tsumura, une rigor japonês e insumos peruanos numa cozinha nikkei que também se volta à Amazônia
A presença no ranking vai além dos antigos campeões. Em 2025, Lima tinha quatro restaurantes entre os 50: além do Maido, estavam Kjolle (9º), de Pía León; Mérito (26º), do venezuelano Juan Luis Martínez; e Mayta (39º), de Jaime Pesaque. Agora, Kjolle figura na 7ª posição, enquanto Mérito e Mayta ocupam 13º e 45º postos.
A realização do evento na capital peruana também pode ter efeito nas próximas edições: ao reunir chefs, jornalistas e jurados do colégio eleitoral, Lima amplia a oportunidade de visitas a endereços que ainda orbitam fora da lista.
Tuju estreia na seleção principal

Ivan Ralston e Katherina Cordás, do Tuju, 16º no The 50 Best Restaurants 2026 e vencedor do prêmio mundial de melhor hospitalidade Foto: Taba Benedicto/Estadão
O Tuju, melhor restaurante de São Paulo pelo Prêmio Paladar 2026, saltou à 16ª posição depois de aparecer em 70º no ano passado. A casa do chef Ivan Ralston também conquistou o Art of Hospitality Award, anunciado em setembro, pelo trabalho de serviço conduzido com Katherina Cordás, diretora de hospitalidade e pesquisa.
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Entre as práticas da equipe está provar cada nova temporada de pratos na condição de cliente – uma forma de vivenciar a experiência do outro lado da mesa. O atendimento acompanha os comensais pelos três andares da casa e culmina no terraço, entre café, petits fours e acolhimento.
O Lasai, de Rafa Costa e Silva, ocupa o 25º lugar. Em 2025, foi o único brasileiro entre os 50 primeiros, na 28ª posição, após figurar em 58º no ano anterior.

Tartar de wagyu com rabanetes do Lasai, no Rio: restaurante alcançou o 25º lugar no The 50 Best Restaurants 2026 Foto: Fernanda Meneguetti
Outra presença brasileira foi de Janaína Torres que substituiu a Chef Pam, do tailandês Potong, que enfrenta o finzinho da gravidez, e entregou o prêmio de melhor chef mulher a Jessica Rosval, do Al Gatto Verde, em Modena, na Itália.
A lista completa do World’s 50 Best Restaurants 2026
Confira a classificação completa do The 50 Best Restaurants 2026, anunciada em 4 de novembro, durante cerimônia realizada em Lima, no Peru
- Asador Etxebarri — Axpe (Atxondo), País Basco, Espanha
- Gaggan — Bangcoc, Tailândia
- Alchemist — Copenhague, Dinamarca
- Quintonil — Cidade do México, México
- Wing — Hong Kong, China
- The Chairman — Hong Kong, China
- Kjolle — Lima, Peru
- Kadeau — Copenhague, Dinamarca
- DiverXO — Madri, Espanha
- Plénitude — Paris, França
- Atomix — Nova York, Estados Unidos
- Sorn — Bangcoc, Tailândia
- Mérito — Lima, Peru
- Sühring — Bangcoc, Tailândia
- Odette — Singapura
- Tuju — São Paulo, Brasil
- Mingles — Seul, Coreia do Sul
- Nusara — Bangcoc, Tailândia
- Jan — Munique, Alemanha
- Piazza Duomo — Alba, Piemonte, Itália
- Meet the Bund — Xangai, China
- Boragó — Santiago, Chile
- Vyn — Skillinge, sul da Suécia
- Al Gatto Verde — Modena, Emília-Romanha, Itália
- Lasai — Rio de Janeiro, Brasil
- Masque — Mumbai, Índia
- Reale — Castel di Sangro, Abruzzo, Itália
- Trèsind Studio — Dubai, Emirados Árabes Unidos
- Enigma — Barcelona, Catalunha, Espanha
- Steirereck — Viena, Áustria
- Celele — Cartagena, Colômbia
- Potong — Bangcoc, Tailândia
- Elkano — Getaria, País Basco, Espanha
- Le Coquillage — Saint-Méloir-des-Ondes, Bretanha, França
- La Colombe — Cidade do Cabo, África do Sul
- Ru Yuan — Hangzhou, província de Zhejiang, China
- Nuema — Quito, Equador
- Atelier Moessmer Norbert Niederkofler — Brunico, Trentino-Alto Ádige, Itália
- Schloss Schauenstein — Fürstenau, cantão de Grisões, Suíça
- Jordnær — Copenhague, Dinamarca
- Onjium — Seul, Coreia do Sul
- Bozar — Bruxelas, Bélgica
- Le Calandre — Rubano, Vêneto, Itália
- Don Julio — Buenos Aires, Argentina
- Mayta — Lima, Peru
- El Chato — Bogotá, Colômbia
- Le Louis XV – Alain Ducasse — Monte Carlo, Mônaco
- Ikoyi — Londres, Reino Unido
- Naar — Kasauli, estado de Himachal Pradesh, Índia
- Saint Peter — Sydney, Nova Gales do Sul, Austrália
Fonte: The 50 Best Restaurants 2026.
