ESTUDO INVESTIGA IMPACTO DO AZEITE EXTRAVIRGEM …

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O azeite extravirgem pode oferecer vantagens para a saúde do cérebro em comparação a outros tipos do produto. A indicação vem de um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Rovira i Virgili, na Espanha, que analisou hábitos alimentares e desempenho cognitivo em adultos mais velhos.

A pesquisa sugere que a qualidade do azeite consumido pode estar associada a diferenças na função cerebral ao longo do envelhecimento, especialmente em áreas ligadas à memória e ao raciocínio.

Estudo acompanhou adultos por dois anos

O trabalho analisou dados de centenas de participantes com idades entre 55 e 75 anos, acompanhados ao longo de aproximadamente dois anos. Durante esse período, os pesquisadores observaram o consumo de diferentes tipos de azeite e aplicaram testes de avaliação cognitiva.

Os resultados apontam que pessoas com maior consumo de azeite extravirgem apresentaram melhor desempenho em funções como memória, linguagem e capacidade de raciocínio em comparação aos que consumiam versões mais refinadas.

Compostos do azeite podem explicar efeito

Segundo os pesquisadores, uma possível explicação está na composição do azeite extravirgem, que preserva mais substâncias naturais da azeitona, como compostos com ação antioxidante e anti-inflamatória.

Esses elementos estariam relacionados à proteção das células nervosas e à redução de processos inflamatórios associados ao envelhecimento, o que poderia ajudar a manter o funcionamento cognitivo por mais tempo.

Estudos apontam associação entre padrões alimentares e desempenho cognitivo ao longo do envelhecimento

Diferença entre os tipos de azeite

O estudo reforça a diferença entre os tipos de azeite disponíveis no mercado. O extravirgem passa por menos processos de refinamento, o que preserva mais compostos bioativos. Já versões mais processadas tendem a perder parte dessas substâncias durante a produção.

Alimentação e saúde do cérebro

Os autores destacam que os resultados se somam a outras evidências que apontam a relação entre alimentação e saúde cerebral. Ainda assim, os efeitos observados não indicam prevenção ou tratamento de doenças, mas sim associações ligadas a padrões alimentares ao longo do tempo.

Fonte: antena1

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