O que você sabe do vinho brasileiro?

GastronomiaO que você sabe do vinho brasileiro?

O tarifaço de 50% proposto pelo presidente norte-americano mostra o quanto o Brasil é pequeno para os Estados Unidos quando o assunto é vinho. No ano passado, pelos dados da consultoria Ideal BI, exportamos 46,6 mil caixas de vinho de 9 litros para os EUA, o equivalente a US$ 1,1 milhão, com o foco nos espumantes. A Salton é a vinícola que mais exporta para o país do Tio Sam.

Na outra ponta da balança, importamos dos EUA 184 mil caixas de 9 litros, o equivalente a 0,50% do total das compras de vinho e espumante no mercado internacional. “O Brasil exporta muito pouco e as exportações são importantes mais para a imagem do vinho brasileiro, como uma marca no mercado global”, analisa Felipe Galtaroça, CEO da Ideal BI.

RAIO-X

Mas quem é o Brasil no mercado de vinhos? Segundo a OIV, a organização internacional da uva e do vinho, ocupamos a 22ª posição do ranking dos países com maiores áreas de vinhedos, que é liderado pela Espanha, com a França, em segundo lugar, e a China, em terceiro. Dos países latino-americanos, na nossa frente temos a Argentina, em sétimo, e o Chile, em 11º lugar.

Quando o tema é produção de vinhos, estamos em 18º lugar. Em 2024, a Itália ficou em primeiro lugar, seguida pela França e pela Espanha. O primeiro latino-americano a aparecer neste ranking novamente é a Argentina, que está em quinto lugar, seguida pelo Chile, em sétimo.

Exportamos 46,6 mil caixas de vinho de 9 litros para os EUA, o equivalente a US$ 1,1 milhão Foto: Aleksandrs Muiznieks/Adobe Stock

Somos pequenos também quando o assunto é o consumo, o que faz com que os estrangeiros apostem no Brasil como mercado potencial. Mesmo com o aumento da procura pelos vinhos e espumantes durante a pandemia do covid, o brasileiro consome o equivalente a 2,8 litros de vinho por ano, nos cálculos da Ideal BI (antes, beirávamos a linha dos 2 litros por habitante por ano). O maior consumo per capita está em Portugal, que, calcula a OIV, consome mais de 60 litros por habitante por ano, em uma média inflacionada pelos turistas. Em consumo absoluto (não dividido pela quantidade de habitantes), a liderança é dos Estados Unidos, o maior mercado consumidor mundial de vinhos.

O Brasil é, também, o principal importador de vinho entre os países da América Latina. Em dólar, representamos 42,1% do total importado. Em segundo lugar está o México, com 25,9% e, em terceiro, a República Dominicana, com 7,1%. Ao todo, a América Latina, pelos cálculos da Ideal BI, importou em 2024 US$ 1.232.116.768,3.

VINHOS FINOS OU DE MESA?

Outra característica do nosso mercado é a divisão entre os vinhos finos, aqueles elaborados com uvas viníferas, e os de mesa, que são feitos com variedades classificadas como de consumo in natura. Em volume de produção, os vinhos de mesa lideram todos os rankings, responsáveis por 56% do total comercializado no mercado brasileiro. Em 2024, foram 27,2 milhões de caixas de 9 litros. É seguido pelos vinhos importados (29%), pelos espumantes brasileiros (8%), pelo vinho fino brasileiro (4%) e pelos espumantes importados (3%).

Mas quando a análise é pelo valor, os importados representaram os mesmos 56%, só que em dólar, que os vinhos de mesa lideram em volume. O vinho de mesa está em segundo lugar, em valor, com 29%, seguido pelo espumante importado (8%), pelo vinho fino nacional (4%) e pelo espumante nacional (3%).

PRINCIPAIS ORIGENS

Nas origens, o Chile segue como a principal origem entre os vinhos consumidos pelos brasileiros. Detêm 35% do total. Em segundo lugar estão os vinhos produzidos no Brasil, com 25%, seguidos em um empate entre Portugal e Argentina, os dois países com participação de 13%.

Há, ainda, uma tendência internacional de aumento do consumo de vinhos brancos. Por aqui, o ano 2024 terminou com os brancos representando 26% do total consumido no Brasil, incluindo os rótulos nacionais e os importados. Em 2020, os brancos representavam 19% deste total. Atualmente os tintos são responsáveis por 67% do total (eram 74% em 2020). E os rosés chegam a 8% (eram 7%).



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