Os pratos que fazem sucesso no restaurante de Helena Rizzo, o mais premiado por Paladar

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A trajetória da chef Helena Rizzo se confunde com a evolução do Maní, endereço que se consolidou como referência da gastronomia autoral brasileira. Ao completar 20 anos, o restaurante reafirma seu papel como laboratório criativo onde técnica e identidade nacional caminham juntas.

A maturidade da cozinha se reflete em um reconhecimento histórico: o Maní é o restaurante mais premiado do Prêmio Paladar, com oito pódios acumulados ao longo dos anos. O feito não apenas consolida a reputação da casa, como ajuda a explicar o interesse contínuo por seus pratos mais emblemáticos.

Nesse percurso, Helena construiu uma linguagem própria, marcada por delicadeza estética e pesquisa de ingredientes brasileiros. O resultado é um cardápio que equilibra memória e experimentação, reunindo preparos que se tornaram verdadeiros símbolos da casa. Veja a matéria completa.

Brasilidades

A identidade atual do Maní nasceu de uma pergunta recorrente na trajetória da chef: o que define a gastronomia brasileira? A partir dessa inquietação, Helena intensificou pesquisas de campo, explorando ingredientes, técnicas e tradições de diferentes regiões e ampliando o olhar para a América Latina.

Essa investigação levou a uma transformação gradual do cardápio, que deixou para trás influências mais europeias e abraçou referências nacionais. A simplicidade se tornou eixo central, mesmo mantendo bases técnicas sofisticadas, criando pratos que dialogam com cultura popular, ingredientes nativos e modos de preparo tradicionais.

Clássicos que atravessam gerações

Apesar das mudanças ao longo do tempo, alguns pratos permanecem intocáveis e ajudam a explicar o sucesso do restaurante. Entre eles está o nhoque de mandioquinha, um dos favoritos do público, e o polvo na brasa servido com arroz de chorizo, grão-de-bico e aïoli de açafrão, combinação que virou marca registrada da casa.

Na sobremesa, o célebre “ovo” doce também se mantém como ícone. A criação reproduz um ovo estalado com sorvete de gemas e espuma de leite de coco, unindo técnica e simbolismo em um prato que virou assinatura da chef.

Novos caminhos sem perder a essência

Ao lado dos clássicos, o cardápio recebe novidades que refletem as pesquisas recentes de Helena. Preparos como peixe do dia assado na brasa, com pele crocante e molhos frescos, mostram uma abordagem mais direta, valorizando ingredientes e técnicas brasileiras.

Outras criações apostam em combinações inesperadas, como o mil-folhas de língua com tucupi e folhas brasileiras, que traduzem o interesse da chef por sabores latino-americanos e processos tradicionais.

Helena Rizzo, do Maní, aproveita as colheitas para ter ingredientes naturais

A chef levou o agricultor José Ferreira para falar do aproveitamento de alimentos naturais na cozinha. Crédito: TV Estadão | 05.05.2013



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