Estudo revela número cada vez maior de …

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4 Set (Reuters) – As prescrições de medicamentos para ​perda de peso à base de GLP-1 entre crianças menores de 12 anos nos Estados Unidos aumentaram mais de 300 vezes desde 2019, à medida que médicos buscam tratamentos novos e eficazes para pacientes mais jovens com obesidade, mostrou estudo publicado nesta sexta-feira.

O estudo, que incluiu mais de 3,5 milhões de crianças com idades entre 8 e 11 anos com obesidade, mas sem diabetes, constatou que as prescrições de medicamentos para perda de peso à base de GLP-1 aumentaram de 0,03% em 2019 para 9,3% em junho.

Embora os ⁠medicamentos ⁠não sejam aprovados para uso em ​crianças menores ‌de 12 anos, as diretrizes clínicas permitem que sejam utilizados para tratar a obesidade em crianças a partir dos oito anos de idade, em certos casos — 94% das crianças que receberam prescrição de GLP-1 apresentavam obesidade grave, e ⁠cerca de 65% tinham pelo menos uma condição associada, como colesterol ​alto, pressão alta e apneia do sono.

No total, 20.282 crianças receberam medicamentos à ​base de GLP-1 durante o período do estudo — ‌na maioria das ​vezes, o ⁠Wegovy, da Novo Nordisk. Os médicos também prescreveram o Saxenda, da Novo, e o Zepbound, da Eli Lilly .

Embora o número absoluto de crianças menores de 12 anos recebendo tratamento ​com GLP-1 ainda seja baixo, o estudo mostra que o uso do GLP-1 está crescendo rapidamente, afirmou o pesquisador principal e especialista em medicina da obesidade, Dr. Babak Orandi, da NYU Langone Health.

Orandi acrescentou que é necessário um monitoramento ​de segurança a longo prazo para garantir que os medicamentos continuem seguros e eficazes.

Crianças que vivem em comunidades de renda mais alta tinham 55% mais chances de receber prescrição desses medicamentos, sugerindo o surgimento de disparidades no acesso, de acordo com o estudo publicado na revista Pediatrics.

“Tanto os médicos quanto os formuladores de políticas de saúde têm a responsabilidade de garantir que… esses tratamentos valiosos e, às vezes, caros, ​estejam disponíveis para mais pessoas além daquelas que têm acesso a planos de saúde e ‌podem arcar com os custos de ⁠consultas em clínicas pediátricas”, disse Allan Massie, coautor do estudo e professor associado de cirurgia na NYU Grossman School of Medicine.

Os pesquisadores utilizaram o Epic Cosmos, ⁠um banco de dados nacional de prontuários eletrônicos que ⁠abrange mais de 300 milhões de ⁠pacientes nos Estados ⁠Unidos. ​A Epic não teve participação no estudo.

(Reportagem de Puyaan Singh e Mariam Sunny em Bengaluru)

Fonte: antena1

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