ADESIVOS COM MICROAGULHAS AVANÇAM CONTRA O …

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Um pequeno adesivo colocado sobre a pele pode se tornar uma nova ferramenta no tratamento do melanoma. Conhecida internacionalmente como microneedle patch melanoma, a tecnologia utiliza sistemas com microagulhas capazes de transportar medicamentos diretamente para a região do tumor e, em versões mais avançadas, até ajudar a acompanhar a resposta do organismo ao tratamento.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda é experimental. Os estudos mais recentes são principalmente pré-clínicos e os adesivos não substituem os tratamentos atualmente utilizados contra o câncer de pele, como cirurgia, imunoterapia e terapias-alvo.

Como funcionam os adesivos

Diferentemente de uma injeção convencional, esses dispositivos possuem dezenas ou centenas de microagulhas extremamente pequenas, projetadas para atravessar as camadas superficiais da pele e liberar substâncias terapêuticas diretamente no tecido.

Essa característica é especialmente interessante para doenças que se desenvolvem na pele. Em vez de fazer o medicamento circular por todo o organismo para chegar ao alvo, pesquisadores estudam maneiras de concentrar sua ação exatamente onde ela é necessária.

Um dos trabalhos publicados em 2026 apresentou um adesivo multicamadas de microagulhas desenvolvido para o melanoma. O sistema combina vemurafenibe, medicamento utilizado em determinados melanomas com mutação BRAF, com uma estratégia fototérmica ativada por luz.

Nos testes pré-clínicos, o dispositivo permitiu controlar a liberação do medicamento e também coletar líquido intersticial, presente entre as células dos tecidos, para acompanhar informações relacionadas ao tumor.

Um adesivo que trata e monitora

É justamente essa segunda função que amplia as possibilidades da tecnologia.

Pesquisadores investigam sistemas de microagulhas capazes não apenas de administrar medicamentos, mas também de coletar informações biológicas que indiquem como o câncer está reagindo.

O conceito faz parte de uma área conhecida como teranóstica, que procura reunir terapia e diagnóstico em uma mesma tecnologia. No futuro, isso poderia permitir tratamentos mais personalizados, ajustados de acordo com a resposta observada em cada paciente.

Outras pesquisas também estudam microagulhas biodegradáveis e diferentes materiais capazes de transportar medicamentos que normalmente apresentam dificuldades para penetrar adequadamente na pele.

Os próximos passos da pesquisa

Os adesivos de microagulhas ainda estão em fase experimental e os resultados mais recentes foram obtidos principalmente em estudos pré-clínicos. O próximo passo é avançar nas avaliações de segurança e eficácia até que essas tecnologias possam ser testadas de forma mais ampla em seres humanos.

O interesse dos pesquisadores está justamente na possibilidade de utilizar um dispositivo pequeno para levar medicamentos diretamente à região do tumor e, em sistemas mais sofisticados, coletar informações que ajudem a acompanhar a resposta ao tratamento.

Se os resultados forem confirmados nas próximas etapas de pesquisa, as microagulhas poderão abrir uma nova possibilidade para o desenvolvimento de tratamentos mais localizados e personalizados contra o melanoma.

Fonte: antena1

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