O chef Lucas Baur de Campos morreu no último dia 27 de maio, aos 38 anos, em uma notícia que surpreendeu o meio gastronômico. A causa da morte ainda não confirmada pela reportagem, mas a suspeita é de um infarto fulminante.
Natural do Rio Grande do Sul, ele estava prestes a celebrar mais um ano de casamento com a parceira de vida e de cozinha, a francesa Ninon Lecomte.
Os dois se conheceram em Porto Alegre e construíram juntos uma trajetória na gastronomia, levando a culinária franco-brasileira para Paris com a abertura do Brutos em 2017, e do Bar Principal, em 2021. Veja a matéria completa.
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Sobre os espaços
Abertos aos domingos e às segundas, os endereços eram conhecidos pela comida técnica e cheia de sabor, petiscos fritos em porções pequenas e opções mais práticas, como hambúrgueres e accra.
A experiência se completava na carta de bebidas, com vinhos naturais e coquetéis artesanais feitos com destilados artesanais e sem aditivos, vindos diretamente dos produtores.
Quem esteve por lá
Após uma visita ao Brutos, a blogueira Wendy Lin, do Paris Is My Kitchen, chamou atenção para a forma como Lucas trabalhava, grelhando, temperando e assando tudo em fogo aberto.
Entre os destaques, ela citou preparos como o frango inteiro e suculento servido com batatas fritas de alho e maionese picante, além da medula ossada grelhada acompanhada de purê de batatas.
A blogueira também destacou os bifes de carne envelhecida como a côte de boeuf com chimichurri e farofa em pó, acompanhamento clássico brasileiro feito à base de farinha de mandioca torrada.

Lucas Baur de Campos do Restaurante Brutos em Paris. Foto: Reprodução via Instagram/@lucasbrutosparis Foto: Reprodução via Instagram/@luca
Novidade inspiradora
Há algum tempo, Lucas e Ninon lançaram uma marca de coquetéis autorais e engarrafados, que inclui versões com e sem álcool, e fizeram uma camiseta com o slogan “Le Véritable Remède” [em tradução livre, “O verdadeiro remédio”].
Em entrevista, a francesa explicou que o bar do casal foi pensado como um espaço aberto a diferentes perfis, onde todas as bebidas podem ser vistas como uma espécie de preparo mágico ou remédio.
Sabia que tem uma revolução analógica na gastronomia?
Uma cozinha com menos conectividade e mais afetuosidade é tendência. Crédito: edição: Joaquim Macruz
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