MSF afirma que não compartilhará informações …

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Por Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 30 Jan (Reuters) – A ⁠organização humanitária Médicos Sem Fronteiras anunciou na sexta-feira que não apresentará as listas de funcionários exigidas por Israel para manter o acesso a Gaza e Cisjordânia, após não ter recebido garantias quanto à segurança de suas equipes.

MSF, que apoia e ajuda hospitais na Faixa de Gaza, é uma das 37 organizações internacionais que Israel ordenou este mês que interrompam o trabalho nos territórios palestinos, a menos que cumpram novas regras, incluindo ​o fornecimento de detalhes sobre os funcionários.

Os ⁠grupos ⁠de ajuda humanitária afirmam que o compartilhamento dessas informações sobre os funcionários pode representar um risco à segurança. Centenas de trabalhadores humanitários foram mortos ou feridos durante a guerra em Gaza.

O Ministério da Diáspora de Israel gerencia o processo de registro. Em ‌uma declaração à Reuters, o ministério acusou o Hamas de ter ​exercido pressão sobre a MSF.

Não apresentou ‌provas, mas citou ​uma nota ​do Ministério da Saúde de Gaza, de 29 de janeiro, que rejeitou a partilha de dados dos profissionais de saúde que trabalham com instituições de ​saúde parceiras devido a preocupações com a segurança pessoal dos trabalhadores.

O ministério afirmou que a MSF não havia entrado em contato com ele.

Israel afirmou anteriormente que os registros tinham como objetivo evitar o desvio de ajuda por grupos armados palestinos. As agências de ajuda humanitária contestam que tenha havido um desvio substancial de ajuda.

A MSF disse na semana passada que estaria disposta a compartilhar uma lista parcial dos funcionários palestinos e internacionais que concordaram em divulgar essas informações, desde que a lista fosse usada apenas para fins administrativos e não colocasse sua ⁠equipe em risco. Ela também disse que queria manter o controle sobre ‌a gestão dos suprimentos médicos humanitários.

“No ⁠entanto, apesar dos esforços repetidos, ficou evidente nos últimos dias que não conseguimos estabelecer um compromisso com as autoridades israelenses sobre as ‍garantias concretas necessárias”, acrescentou a MSF em comunicado.

A organização afirmou que poderia haver um impacto devastador ​nos ‌serviços humanitários se fosse proibida de operar em Gaza e na Cisjordânia.

Fonte: antena1

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