Mortes por Ebola no Congo ultrapassam 1.000 …

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23 Jul (Reuters) – O Ebola já matou ​mais de 1.000 pessoas na República Democrática do Congo, segundo dados oficiais, enquanto profissionais da saúde lutam para conter o surto em meio à violência de grupos militantes, ataques a clínicas e escassez generalizada de suprimentos.

O número de casos confirmados de Ebola aumentou para 2.536, informou o instituto de saúde pública do Congo na noite de quarta-feira. O número de mortes ultrapassou a marca de 1.000, chegando a 1.033, acrescentou o instituto.

O surto de Ebola, o 17º no Congo, ⁠foi ⁠declarado em meados de maio, mas ​especialistas ‌acreditam que as infecções já circulavam semanas antes.

Ele é causado pela rara cepa Bundibugyo, que apresenta uma taxa de letalidade de até 40%. Não há vacina aprovada.

Autoridades de saúde têm enfrentado a insegurança em ⁠todo o leste do Congo, epicentro do surto, onde atuam dezenas ​de grupos armados.

Houve escassez de suprimentos básicos e ataques a unidades de ​saúde por parte da população local. Alguns ‌familiares em luto ficaram ​indignados ⁠com as restrições sanitárias que os impediram de enterrar seus entes queridos.

Alguns acreditam em teorias da conspiração de que o surto seria uma farsa.

O Ebola se espalha ​por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, vivas ou mortas. Pode causar febre, vômito, diarreia e, em casos graves, hemorragias internas e externas.

Ao contrário da cepa Zaire, mais comum, não há vacinas ou ​tratamentos aprovados para a cepa Bundibugyo.

Um pequeno número de vacinas e tratamentos experimentais está em análise, enquanto especialistas avaliam se os medicamentos existentes contra o Ebola podem ajudar contra a cepa Bundibugyo, uma possibilidade que, até o momento, é respaldada apenas por dados limitados em animais.

O Congo, que divulga números diariamente, informou que 63 novos casos e 34 mortes foram registrados desde o último relatório.

O ​surto se espalhou para o vizinho Uganda, mas as autoridades locais conseguiram manter ‌o número de casos confirmados em ⁠20.

Nenhum caso foi relatado em Uganda desde 22 de junho, e o último paciente com Ebola no país recebeu alta em 16 de julho, ⁠dando início a uma contagem regressiva de 42 ⁠dias até que esse país da ⁠África Oriental possa ⁠ser ​declarado livre do vírus.

(Reportagem de Ayen Deng Bior, Vincent Mumo Nzilani e George Obulutsa)

Fonte: antena1

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