7 melhores bares de vinho para conhecer em SP

Gastronomia7 melhores bares de vinho para conhecer em SP

Dividir uma garrafa depois do trabalho, pedir uma taça sem saber exatamente a uva ou descobrir um vinho brasileiro em um balcão de bar já não soa como exceção em São Paulo. O vinho, que por muito tempo foi associado a rituais mais formais, vem ocupando um lugar mais cotidiano na cidade, menos sobre regras e mais sobre convivência.

Essa mudança aparece na forma como novos bares de vinho se organizam: cartas menos intimidantes, serviço mais direto e espaços pensados para permanências curtas ou longas, sem obrigação de formato. O vinho entra como parte da noite, não como evento principal.

“A gente tem percebido sim um público cada vez mais jovem, especialmente na faixa dos 25 aos 30 anos, se aproximando do vinho de uma forma muito mais leve. É uma geração que não tem tantas regras na hora de beber, que experimenta mais e está menos preocupada com formalidades”, afirma Leandro Mattiuz, restaurateur, sommelier e sócio-fundador do Elevado Bar.

Segundo ele, isso aparece principalmente pós-expediente. “No Elevado, consigo perceber isso acontecendo principalmente durante o happy hour, no encontro depois do trabalho, para dividir uma garrafa entre amigos e estender a conversa”.

Em São Paulo, essa mudança de comportamento se traduz em bares que não tentam simplificar o vinho, mas também não o tratam como algo distante. A seguir, Paladar reuniu sete endereços que ajudam a entender esse movimento.

Prosa e Vinho

Prosa e Vinho, da Galeria Metrópole, na República Foto: Humberto Abdo/Estadão

No terceiro andar da Galeria Metrópole, no Centro, o Prosa e Vinho (@prosaevinho) ocupa um espaço que já carrega naturalmente a ideia de encontro. Entre o vai e vem da galeria, o bar funciona como loja e ponto de parada.

A carta trabalha com rótulos de várias origens e estilos, com preços de garrafa a partir de cerca de R$ 60–120 por pessoa em consumo médio. Em taça, os valores começam em torno de R$ 30–40, dependendo da seleção.

Ali, o vinho aparece como algo que pode ser provado no meio de um passeio pelo centro, acompanhado de uma empanada ou uma boa medialuna que também pode ser pedida no local.

Sede261

Casa comandada pelas sommelières Daniela Bravin e Cássia Campos Foto: Lua Sampaio

Em Pinheiros, o Sede261 (@sede261) aposta no oposto do com cadeira de praia na calçada, onde a experiência começa na conversa. Comandado pelas sommelières Daniela Bravin e Cássia Campos, o bar trabalha com curadoria enxuta e rotativa, em vez de uma carta extensa.

As taças começam em torno de R$29, e garrafas a partir de R$150. A ideia do espaço e da proposta é reduzir a distância entre quem está começando e quem já circula com familiaridade pelo tema dos vinhos.

Para consumo no local, o Sede261 conta também com uma parceria com o Diavola Pizzeria, além de um cardápio próprio da casa, que conta com tábua de queijos, charcutaria e empanadas.

Plou

Plou Bar de Vinhos no Sumarezinho, São Paulo
 Foto: Alex Silva/Estadão

Na Vila Madalena, o Plou (@plou.vinhos) organiza em torno do vinho natural um ecossistema que inclui bar, loja, importação e cursos. A seleção prioriza produtores de baixa intervenção e rótulos que raramente chegam a outros endereços da cidade.

Apesar da proposta técnica por trás da curadoria, o ambiente evita qualquer tom pedagógico. O foco está em permitir que o cliente prove estilos diferentes sem necessidade de definição prévia, em uma lógica de descoberta contínua.

Elevado Bar

Elevado Bar, na Vila Buarque, São Paulo Foto: Elevado Bar/Divulgação

Na Vila Buarque, o Elevado (@elevado_bar) consolidou uma das cartas mais amplas da cidade, com cerca de 150 rótulos e aproximadamente 30 opções em taça.

A casa entra em uma nova fase com o conceito “Vinho, Pasta e Brasa”, reforçando a relação entre cozinha e vinho como eixo central da experiência. O cardápio, assinado pelo chef Felipe Grecco, aposta em massas frescas feitas na casa, como o Agnolotti dal Plin recheado com quatro carnes e o Bigoli com ragù de pato.

O ambiente reformulado, com mesas compartilhadas e mezanino para grupos, reforça o caráter coletivo da casa, um dos traços que ajudaram a consolidar o endereço como referência na cena paulistana.

Clementina

Clementina Bar, em Pinheiros Foto: B.O Studios

Em Pinheiros, o Clementina (@clementina___sp) contém uma carta que privilegia diversidade de estilos e origens. As taças começam em torno de R$44.

O espaço, instalado em um pátio abaixo do nível da rua e expandido para um salão superior e um parklet, acompanha a lógica de permanência fluida da casa de entrar, pedir uma taça, ficar ou seguir.

Na cozinha, o cardápio combina pizzetas e pratos para compartilhar. Entre eles, o crudo de peixe, tartartelette, e as croquetas, que resumem bem a proposta da casa: comida com identidade suficiente para acompanhar o vinho sem competir com ele.

Tão Longe Tão Perto

Tão Longe Tão Perto, na Barra Funda, São Paulo Foto: Tão Longe Tão Perto/Reprodução via Instagram

Criado por Gabriela Monteleone e Ariel Kogan, o Tão Longe, Tão Perto (@casatltpbarrafunda) se posiciona como uma vitrine dos vinhos brasileiros de pequena escala.

A carta trabalha exclusivamente com produtores nacionais, com foco em vinícolas familiares e projetos artesanais.

As taças costumam partir da faixa de R$25, com variações conforme o rótulo. A seleção inclui nomes como Dom Dionysius e Faccin Vinhos Artesanais, entre outros produtores de diferentes regiões do país.

siLo

siLo Vinho, na Barra Funda, São Paulo Foto: siLo Vinho/Reprodução via Instagram

Na Barra Funda, o siLo (@silo.vinho) combina vinho e cozinha em um galpão de estética industrial. A carta tem cerca de 19 rótulos e aposta em vinhos naturais e de pequenos produtores.

As taças começam em torno de R$21, enquanto a cozinha assume protagonismo com pratos como steak tartar, sanduíche de rosbife e tostada de cogumelos.

A casa não separa bebida e comida, o vinho aparece como parte do fluxo da experiência, e não como elemento isolado.

Serviço

Prosa e Vinho

Av. São Luís, 187 – Galeria Metrópole, Centro, São Paulo

Funcionamento: segunda à quarta 12h às 22h; quinta e sexta 12h às 23h; sábado 12h às 22h.

Sede261

R. Benjamin Egas, 261 – Pinheiros, São Paulo

Funcionamento: terça a sábado, 18h–23h

Plou

R. Original, 141 – Vila Madalena, São Paulo

Funcionamento: terça a sábado, 12h–22h; domingo, 12h–18h

Elevado Bar

R. Jesuíno Pascoal, 183 – Vila Buarque, São Paulo

Funcionamento: terça a sábado, 18h–0h

Clementina

R. João Moura, 613 – Pinheiros, São Paulo

Funcionamento: terça a quinta, 18h–0h; sexta e sábado até 1h

Tão Longe, Tão Perto

R. Sousa Lima, 36 – Barra Funda, São Paulo

Funcionamento: segunda e terça, 18h às 23h; quarta à sexta, 18h às 00h; sábado, 15h às 00h; domingo, 15h às 22h

siLo Vinho

R. Brigadeiro Galvão, 745 – Barra Funda, São Paulo

Funcionamento: quarta a sábado, 18h30–0h

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