Paciente norte-americano com Ebola levado para a …

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Por Ahmed Aboulenein e Michael Erman

WASHINGTON, 20 Mai (Reuters) – O estado de ​saúde do cidadão norte-americano levado para tratamento na Alemanha após contrair Ebola na República Democrática do Congo — onde um surto de uma cepa rara do vírus matou mais de 130 pessoas — é considerado estável, informou o CDC dos Estados Unidos nesta quarta-feira.

Seis outros cidadãos norte-americanos de alto risco estão sendo transferidos da RDC para a Alemanha e a República Tcheca, disse o dr. Satish Pillai, gerente de incidentes da resposta ao Ebola dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, em uma coletiva.

O paciente já havia sido anteriormente identificado pela organização missionária cristã Serge como o médico missionário dr. Peter Stafford. A Serge disse que Stafford contraiu Ebola enquanto tratava de pacientes na RDC.

Citando cinco pessoas familiarizadas com a resposta dos EUA ao Ebola, o Washington Post informou nesta quarta-feira que a Casa Branca resistiu em permitir que Stafford retornasse aos ⁠Estados Unidos, atrasando sua ⁠retirada e tratamento.

Esposa e filhos de outro missionário do ​mesmo grupo foram ‌autorizados a retornar aos Estados Unidos após especialistas médicos do CDC avaliarem a família duas vezes, informou o Post.

A Casa Branca negou a reportagem do Washington Post quando solicitada a comentar o assunto. O paciente foi levado de avião para a Alemanha porque o país fica 12 horas mais perto da RDC do que os Estados Unidos, disse o porta-voz da Casa ⁠Branca, Kush Desai.

‘Dado que esse norte-americano estava em uma parte muito instável da RDC, que, como um todo, ​é um país instável, o governo continua a tomar as medidas mais eficazes para maximizar as chances de sobrevivência desse norte-americano ​e minimizar as chances de transmissão adicional’, disse Desai.

Pillai não respondeu às ‌reiteradas perguntas questionando se os EUA ​estão impedindo ⁠a entrada no país de cidadãos infectados ou expostos ao Ebola nesta quarta-feira .

O CDC anunciou restrições de entrada na segunda-feira para viajantes que partiram ou estiveram presentes na RDC, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias, mas disse que a ordem de 30 dias não se aplicaria ​a cidadãos norte-americanos, nacionais e residentes permanentes legais.

Pacientes com Ebola foram tratados nos Estados Unidos durante surtos anteriores, como o surto de 2014-2016 na África Ocidental, quando o Centro Médico da Universidade de Nebraska (UNMC, na sigla em inglês), em Omaha, e o Hospital da Universidade Emory, em Atlanta, trataram vários pacientes e monitoraram outros que haviam sido expostos.

Pillai disse que Stafford e as seis pessoas que sofreram exposição ao vírus foram ​levados para a Europa por ser mais perto, o que lhes permitiu receber os cuidados necessários o mais rápido possível.

O UNMC e o Emory estão atualmente servindo como locais de quarentena para 18 pessoas que estavam a bordo do navio de cruzeiro de luxo atingido por um surto do hantavírus dos Andes, que matou três pessoas.

ESFORÇOS DE RESPOSTA DO CDC

O surto da rara cepa Bundibugyo do Ebola no leste da RDC matou 131 pessoas e foi declarado uma emergência de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Especialistas em saúde pública afirmam que os cortes no CDC durante o governo do presidente Donald Trump e a retirada oficial dos EUA da Organização Mundial da Saúde neste ​ano vão dificultar os esforços de resposta e o apoio dos EUA.

O CDC dos EUA está enviando funcionários para a RDC, disse Pillai, sem especificar ‌quantos. A agência também está enviando um ‘punhado’ para a ⁠vizinha Uganda, onde dois casos foram confirmados, disse ele.

Os funcionários não estão sendo enviados para a área do surto porque ela é muito instável, afirmou, mas oferecerão apoio aos escritórios nacionais do CDC que já estão no local. O CDC tem cerca de 30 ⁠pessoas em seu escritório na RDC e 100 em Uganda.

Segundo Pillai, no momento não há ⁠contramedidas médicas aprovadas para essa cepa de Ebola, mas há discussões ⁠ativas para o envio de ⁠produtos ​de anticorpos monoclonais para alguns dos países afetados.

(Reportagem de Ahmed Aboulenein em Washington e Michael Erman em Nova York; reportagem adicional de Christian Martinez)

Fonte: antena1

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