Com oferta de R$ 7,4 bilhões, Azul vai trocar dívida por ações

NotíciasCom oferta de R$ 7,4 bilhões, Azul vai trocar dívida por ações

Ler o resumo da matéria

A Azul iniciou a conversão de parte de sua dívida em ações, envolvendo as sênior notes emitidas pela Azul Secured Finance, cujos credores passarão a integrar o capital da empresa via entidades sediadas nas Ilhas Cayman, gerando relevante diluição para os atuais acionistas.
A oferta é dividida entre acionistas atuais e investidores profissionais, com lotes mínimos e preços definidos, incluindo bônus de subscrição. Após essa etapa, haverá um novo aporte de capital.
O acordo de recuperação prevê reperfilamento do passivo, redução do endividamento financeiro e reorganização da estrutura de capital para viabilizar a saída do Chapter 11 até 2026, inspirando-se em estratégias adotadas por empresas como a Casas Bahia.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Azul Linhas Aéreas deu início a uma das etapas centrais de seu plano de reestruturação financeira ao lançar uma oferta pública primária de ações de até R$ 7,4 bilhões. Essa oferta foi estruturada para promover a conversão da dívida financeira em participação acionária.
A operação, que está sendo coordenada pelo UBS BB, ocorre após a aprovação, na sexta-feira, 12 de dezembro, do plano de recuperação da companhia aérea pela Justiça dos Estados Unidos, segundo fato relevante publicado após o fechamento do mercado na segunda-feira, 22 de dezembro.
Na primeira etapa, a Azul irá capitalizar de forma obrigatória dívidas referentes às sênior notes emitidas pela Azul Secured Finance, com vencimentos entre 2028 e 2030 e cupons que variam de 10,87% a 11,5% ao ano.
Os credores desses títulos receberão ações da companhia – inclusive na forma de ADRs – em substituição aos créditos, abrindo mão dos juros acumulados até a data de conversão.
Os detentores das notas estão organizados nas entidades Azul 1L Creditors Entity e Azul 2L Creditors Entity, ambas sediadas nas Ilhas Cayman, que passarão a figurar no capital da companhia após a conclusão da operação, com potencial impacto relevante na estrutura acionária.
Uma fonte a par das negociações disse ao NeoFeed que será uma diluição relevante para os acionistas e controladores atuais. Essa primeira etapa do plano deverá ser liquidada até 6 de janeiro.
A operação tende a deslocar o controle econômico da Azul para os credores, diluindo de forma significativa os atuais acionistas. Os credores ficarão com algo entre 70% e 90% do capital e os acionistas com 10% a 30%, dependendo do desenho final.
“Nessa primeira etapa, é troca de dívida. Depois, em uma segunda etapa, terá um aporte de capital na companhia. E isso vai desafogar a Azul”, diz essa fonte.
A oferta será dividida em duas frentes. A chamada oferta prioritária será destinada aos acionistas atuais da Azul, com subscrição em cestas mínimas de 1 milhão de ações ordinárias ou 10 mil ações preferenciais. Já a oferta institucional será voltada a investidores profissionais, respeitando os mesmos lotes-padrão.
O preço por lote foi fixado em R$ 135,2 milhões para ações ordinárias e R$ 101,4 milhões para ações preferenciais. Cada ação subscrita dará direito a um bônus gratuito de subscrição.
A conversão de dívida em ações é apenas uma das frentes do plano de reestruturação aprovado pela corte americana.
Segundo a companhia, o acordo envolve um reperfilamento amplo do passivo, com redução do endividamento financeiro, alongamento de prazos e reorganização da estrutura de capital, criando as condições para que a Azul encerre o processo de recuperação judicial em 2026.
O plano também preserva a continuidade operacional da companhia, mantém contratos estratégicos e dá previsibilidade à gestão, em um momento em que o setor aéreo ainda enfrenta desafios de custo, câmbio e financiamento.
Roteiro semelhante ao da Casas Bahia
A estratégia adotada pela Azul segue um movimento recente no mercado brasileiro. A Casas Bahia promoveu um reset financeiro ao combinar renegociação de dívidas, novas emissões e a conversão de passivos em instrumentos de capital, com o objetivo de reduzir alavancagem e ganhar fôlego operacional.
No caso da rede varejista, a troca de dívida por participação acionária foi parte de um redesenho mais amplo da estrutura financeira, permitindo alongar vencimentos, diminuir a pressão de caixa no curto prazo e criar espaço para a retomada do negócio.
Assim como agora ocorre com a Azul, o custo desse processo foi a diluição acionária, vista como um preço necessário para a sobrevivência e reorganização das companhias.
Apesar do processo de reestruturação financeira, a Azul segue com uma frota com mais de 200 aeronaves e atende mais de 150 destinos no Brasil, além de rotas internacionais, transportando cerca de 34 milhões de passageiros por ano.
Na B3, a ação AZUL4 acumula queda de 77,5% em 2025. O valor de mercado da Azul Linhas Aéreas é de R$ 728,5 milhões.

Fonte: Neofeed

Novidades

Creamy lança campanha em que o skincare se torna uma expressão de carinho

Com o mote ‘Amor de mãe é coisa de pele’, marca quer oferecer opções de presentes que fogem das tradicionais para...

L’Oréal Paris lança globalmente sérum com embalagem de dupla câmara

Age Perfect Le Duo reúne duas fórmulas em um único aplicador para atuar simultaneamente sobre rugas, firmeza e luminosidade da pele. A L’Oréal Paris apresentou...

Advogar pelo presente para garantir o futuro: o impacto de uma advocacia com propósito ambiental em plena Capital Federal.”

De Brasília para todo o Brasil: a advocacia ambiental que vem ganhando destaque no cenário jurídico nacional.Com escritório sediado em Brasília e atuação em...

Chá de gengibre: para que serve, benefícios e como preparar

O chá de gengibre tem um sabor picante e quente que torna a experiência marcante. Os especialistas reconhecem o rizoma - erroneamente chamado de...

Lista de melhores lugares do mundo da “Time” tem …

O Brasil marca presença na lista anual de melhores lugares do mundo da revista norte-americana “Time” com dois endereços.O Roxy Dinner Show, em Copacabana,...