Mais da metade das escolas brasileiras não permite que os alunos levem o celular. O dado faz parte da pesquisa TIC Educação 2025, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).
51% dos gestores declararam adotar a proibição da entrada de celulares pessoais nas escolas. A medida varia de acordo com o perfil das instituições: entre aquelas com turmas até os anos iniciais do Ensino Fundamental, a restrição chega a 69%. Já nas escolas que oferecem Ensino Médio, o índice é de 31%.
Os resultados foram divulgados em um contexto de novas regras sobre o uso de dispositivos móveis por estudantes, estabelecidas pela Lei nº 15.100/2025 e pela Resolução nº 2/2025 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que também tratam da oferta de educação digital e midiática nas escolas.
Em 40% das escolas, os estudantes podem levar o celular pessoal, mas existem regras para armazenamento dos aparelhos. Em 24% das instituições, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochilas ou estojos. Em 16%, os celulares são armazenados em locais disponibilizados pela própria escola, como caixas, armários ou outros espaços.
Entre as escolas que permitem que os alunos levem celulares, 66% autorizam o uso dos aparelhos em atividades pedagógicas. Essa proporção é maior em regiões e localidades com maiores desafios de conectividade e acesso a computadores. O uso pedagógico do celular chega a 76% nas regiões Norte e Nordeste e a 75% nas áreas rurais.
A pesquisa também analisou a relação entre escolas e famílias no acompanhamento do uso de tecnologias digitais. Em 49% das instituições, responsáveis por alunos procuraram a direção ou profissionais pedagógicos para receber orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes.
Além disso, 48% das escolas informaram ter realizado palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, enquanto 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.
Fonte: antena1
