NESTLÉ, LACTALIS E DANONE REALIZAM RECOLHAS …

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Três das maiores fabricantes de nutrição infantil do mundo, Nestlé, Lactalis e Danone, iniciaram nas últimas semanas recolhas e bloqueios preventivos de fórmulas infantis em diferentes mercados, após a identificação de um possível problema de qualidade envolvendo um ingrediente utilizado em produtos de determinadas linhas.

De acordo com apurações de agências reguladoras e reportagens de veículos como Reuters, Euronews e Le Monde, a situação está relacionada à suspeita de presença de cereulida, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, associada a sintomas gastrointestinais leves em casos de ingestão em níveis elevados.

Origem do alerta e ingrediente investigado

As investigações iniciais apontam que o alerta teve origem em um ingrediente específico, o óleo de ARA (ácido araquidônico), utilizado em fórmulas infantis de determinadas categorias. Autoridades francesas confirmaram que a matéria-prima teve origem em um fornecedor asiático, com posterior distribuição internacional, o que levou diferentes fabricantes a adotarem medidas de precaução de forma independente.

Especialistas reforçam que a cereulida é resistente ao calor, o que torna os controles de qualidade sobre ingredientes ainda mais rigorosos, especialmente em produtos destinados a bebês.

Situação por empresa

A Nestlé foi a primeira a anunciar uma recolha voluntária ampla (veja a matéria sobre o assunto publicada no portal em 7 de janeiro), envolvendo lotes específicos de fórmulas infantis distribuídas em dezenas de países, incluindo marcas como SMA, BEBA, Guigoz e Alfamino. A empresa afirmou que a decisão foi tomada de forma preventiva e destacou que, até o momento, não há registo de doenças confirmadas associadas ao consumo dos produtos afetados.

Já a Lactalis Nutrition Santé comunicou a recolha de seis lotes da marca Picot, distribuídos em 18 países. Segundo a empresa, os produtos estavam no mercado desde janeiro de 2025, com validade até março de 2027. Em nota oficial, a Lactalis informou que iniciou imediatamente testes adicionais em laboratório independente acreditado e que as autoridades francesas não receberam queixas ou relatos clínicos ligados ao consumo desses produtos.

No caso da Danone, a atuação foi mais pontual. Um lote produzido na Tailândia foi bloqueado e recolhido por precaução em Singapura, a pedido da autoridade sanitária local, antes de chegar ao consumidor. A empresa afirmou que seus controlos internos não identificaram desvios de segurança, reforçando que a medida teve caráter preventivo.

Acompanhamento regulatório e transparência

Agências de segurança alimentar na Europa, Ásia e Oceania acompanham o caso e mantêm alertas técnicos ativos. Organizações de defesa do consumidor, como a foodwatch nos Países Baixos, questionaram os prazos de comunicação pública, especialmente no caso da Nestlé, levando a empresa a reiterar seu compromisso com transparência e rastreabilidade.

Até esta data, não há confirmação oficial de casos graves de intoxicação ligados às fórmulas recolhidas, e as autoridades reforçam que as medidas adotadas visam justamente evitar qualquer risco ao consumidor.

O que pais e responsáveis devem saber

Especialistas e órgãos reguladores recomendam que pais e responsáveis verifiquem os números de lote informados nos comunicados oficiais das fabricantes e sigam as orientações locais. Fora dos lotes específicos mencionados, as fórmulas infantis permanecem seguras e regulamentadas, segundo as autoridades de saúde.

Fonte: antena1

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