MSF pede que resposta ao Ebola seja ampliada; …

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Por Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 15 Jul (Reuters) – ​A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo está se espalhando mais rapidamente do que os esforços para contê-la, alertou na quarta-feira a organização médica humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), pedindo uma ampliação urgente das medidas de contenção e atendimento.

O número de casos confirmados de Ebola triplicou em menos de cinco semanas, chegando a 1.926, incluindo 702 mortes, até domingo, segundo dados oficiais, tornando-se o terceiro maior surto ⁠de ⁠Ebola já registrado e o que ​mais ‌cresce, de acordo com MSF.

A organização opera sete centros de tratamento do Ebola e mais de 15 unidades de isolamento no Congo.

A doença viral, muitas vezes fatal, se espalha por contato direto ⁠com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e causa ​sintomas que podem incluir febre alta, vômitos e hemorragias internas ​e externas. Esta epidemia em particular é ‌causada pela cepa ​Bundibugyo do ⁠vírus.

“Cada atraso custa vidas. Ainda estamos correndo atrás do surto, em vez de nos anteciparmos a ele”, disse a gerente do programa de ​emergências da MSF, Trish Newport, pedindo uma ação internacional mais coordenada para melhorar o atendimento ao Ebola.

MSF alertou para a expansão geográfica do surto, enquanto comunidades fora das áreas urbanas continuam enfrentando apoio ​inadequado, com acesso limitado a cuidados médicos e um sistema de vigilância sobrecarregado.

A Organização Mundial da Saúde afirmou na semana passada que o surto permanecia em fase de expansão, impulsionado em parte pelos deslocamentos populacionais e pelos atrasos no tratamento.

O governo dos EUA está impedindo que cidadãos norte-americanos no Congo viajem para os Estados Unidos em voos comerciais, ​de acordo com uma autoridade da Casa Branca.

O MSF afirmou que a ‌vigilância, os testes e os ⁠enterros seguros e dignos precisam de mais recursos.

“Em Mongbwalu, vemos todos os dias as consequências mortais dessas lacunas para as pessoas”, ⁠disse Ayokunnu Raji, médico e gerente do programa ⁠médico do MSF, explicando que ⁠os pacientes frequentemente ⁠chegam ​em estado crítico, com poucas chances de sobrevivência.

(Reportagem de Olivia Le Poidevin)

Fonte: antena1

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