Instituto Caldeira e Investe RS firmam acordos com três dos principais hubs de inovação da China

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O Instituto Caldeira e a Invest RS, liderando uma delegação de 30 empreendedores brasileiros, firmaram três memorandos de entendimento (MOUs) na China com a TusHoldings, HICOOL e Bund FTC.
O MOU com a TusHoldings, que conecta startups, empresas, universidades e governo, é um passo importante para integrar o Brasil ao ecossistema global de inovação. A relação, que começou em 2025, evoluiu rapidamente, aumentando a confiança entre as partes. Os outros dois MOUs visam fortalecer laços com hubs em Pequim e Xangai.
O plano é intensificar o diálogo para atrair investimentos chineses ao Rio Grande do Sul e facilitar a entrada de startups brasileiras na China.
A Invest RS também planeja estabelecer uma representação na China, com foco em setores como automóveis, agro, inovação e tecnologia. As próximas etapas incluem explorar oportunidades nos Estados Unidos e Europa.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

PEQUIM E XANGAI – O Instituto Caldeira, hub de inovação de Porto Alegre, e a Invest RS, Agência de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, assinaram de memorandos de entendimento (MOUs) com a TusHoldings, controladora do TusPark, um dos principais ecossistemas locais de inovação, e com outros dois hubs chineses, o HICOOL e o Bund FTC – esse último, num arranjo que envolve ainda o SPD Bank.
“Estamos colocando um ‘pin’ na China com quatro grandes instituições que podem ser nossos interlocutores aqui”, diz Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira. “O Brasil precisa se conectar. Estamos fora do tabuleiro e, se não construirmos essas redes globais, vamos ficar ainda mais fora do jogo.”
O memorando com o TusHoldings dá uma boa medida das peças à mesa nessa aproximação. O modelo do grupo está centralizado no TusPark, criado em parceria com a Tsinghua University, principal universidade da China, onde estudaram Xi Jinping, atual presidente do país e Hu Jintao, seu antecessor.
Instalado em Pequim, esse ecossistema conecta startups, grandes empresas, universidades, investidores e governo, com braços, inclusive, de venture capital. E contabiliza mais de 100 empresas listadas e de 40 unicórnios, além de parcerias com mais de 300 parques e incubadoras em 80 cidades, de 50 países.
O encontro que selou o MOU traz outros bons dados a esse jogo. Realizada na sede do TusHoldings, a reunião já durava cerca de meia-hora quando Wang Jiwu, chairman do grupo, entregou um papel com a seguinte frase para Valério: “Estamos prontos para assinar o Memorando de Entendimento”.
A resposta positiva de Valério foi precedida de um longo período de aproximação, iniciado em outubro de 2025, quando o Caldeira fez sua primeira visita à instituição. Desde então, os contatos estavam mais restritos a e-mails – com retornos demorados, o que criou uma sensação de que não haveria avanços.
Esse roteiro, porém, não é nada incomum para os chineses em conversas dessa natureza. Assim como a rapidez com que essa relação evoluiu já no dia seguinte, quando o Caldeira e a Investe RS foram convidados a cumprirem agendas com a holding.
“A relação mudou completamente, assim como a forma deles apresentarem tudo para nós”, diz Rafael Priklandnicki, presidente da Invest RS. “Isso abre portas e aumenta relação de confiança.”
Os outros dois MOUs envolveram dois dos grandes hubs instalado nas duas grandes metrópoles da China: o HICOOL, de Pequim, que, entre outras frentes, realiza competições entre startups do mundo inteiro. E o Bund FTC, ecossistema de instituições financeiras instalado em Xangai.
Agora, o plano é intensificar o diálogo e criar agendas recorrentes com os três hubs. Seja para atrair empresas e investimentos da China no Rio Grade do Sul. Ou, numa via de mão dupla, crie melhores condições para que startups e companhias brasileiras possam ingressar na China.
Rafael Priklandnicki, presidente da Invest RS
Antes dos memorandos, o Instituto Caldeira já tem uma relação bastante próxima com outros hubs de inovação mundo afora. Entre eles, o Parque de Innovacón, de Buenos Aires, o Unicorn Factory, em Lisboa, e o Mana Tech, em Miami.
Enquanto o Caldeira amplia sua rede, a Invest RS está arrumando as malas para desembarcar no exterior, primeiro, com a criação de uma representação. E o local para iniciar essa escaldada internacional é justamente a China, a princípio, já a partir de junho.
“Nossa primeira referência é a China. Todo o mundo está tentando entender o que acontece aqui”, diz Priklandnicki. “Vamos testar o modelo por uns seis meses e avaliar os próximos passos depois e, no futuro, podemos evoluir para o modelo de escritório fixo”.
Como parte dessa estratégia, as próximas paradas previstas devem ser os Estados Unidos e a Europa. O foco agora, no entanto, está totalmente no mercado chinês.
“Começamos pela China pelo peso dela hoje no mundo e por ser uma das potências que estão olhando fortemente para o mercado brasileiro”, afirma o presidente da Invest RS. “E automóveis, agro, inovação, tecnologia e transição energética são os setores que vamos tentar explorar nessa relação”.

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Fonte: Neofeed

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