Ataques a hospitais e médicos aumentam, …

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Por Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 29 Abr (Reuters) – ​A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira que ataques a instalações e equipes de saúde estão crescendo em todo o mundo, com um aumento notável registrado desde o início do recente conflito no Oriente Médio.

Antes de os Estados Unidos e Israel lançarem sua guerra contra o Irã, no final de fevereiro, ataques globais a tais instalações e funcionários ocorriam em uma média de 3,7 por dia. Mas agora esse número aumentou para 4,3, segundo a ⁠OMS.

‘Isso ⁠está mostrando claramente que a ​saúde é ‌o alvo’, disse a jornalistas Altaf Musani, diretor de intervenções de saúde de emergência da OMS, em Genebra.

As investidas incluem ataques aéreos e bombardeios contra hospitais e clínicas, além de prisões e intimidação ⁠de profissionais de saúde.

‘Quando o sistema de saúde é mais ​necessário ele é atacado… Esses ataques estão tendo um impacto profundo na ​funcionalidade’, disse Musani.

Desde o início do recente ‌conflito no Oriente ​Médio, 50 ⁠hospitais e centros de saúde privados foram fechados e 16 hospitais foram danificados em toda a região, de acordo com a OMS.

O diretor-geral da OMS, Tedros ​Adhanom Ghebreyesus, que denunciou repetidamente os ataques e pediu responsabilização, destacou o caso do Líbano, onde foram identificados 149 ataques ao setor de saúde.

Mais de 2.500 pessoas foram mortas em ataques aéreos israelenses em todo ​o Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã, disparou contra posições israelenses e desencadeou uma campanha aérea e terrestre de retaliação israelense. O escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou no mês passado que os ataques israelenses contra civis, incluindo profissionais de saúde no Líbano, podem ser considerados crimes de guerra.

Israel negou repetidamente que tenha ​como alvo profissionais de saúde e diz que mira instalações do Hezbollah.

Também foram ‌registrados 26 ataques a unidades de ⁠saúde no Irã desde o final de fevereiro, acrescentou Ghebreyesus.

Os ataques a instalações de saúde também afetaram profundamente a prestação de serviços de ⁠saúde em Gaza, que atualmente tem apenas um ⁠hospital em pleno funcionamento, e no ⁠Sudão, onde apenas ⁠54% ​dos hospitais estão em pleno funcionamento, disse a OMS.

(Reportagem de Olivia Le Poidevin)

Fonte: antena1

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