As Melhores Bebidas do Carnaval 2026: Veja as apostas de Paladar

GastronomiaAs Melhores Bebidas do Carnaval 2026: Veja as apostas de Paladar

Pode apostar que durante qualquer um dos blocos carnavalescos que tomam a cidade nesta época do ano, você vai ouvir aquele grito inevitável: “Olha o pesado!”

Trata-se, claro, de um ambulante avisando que está a ponto de atropelá-lo ou fazer do seu calcanhar uma farofa de confetes com um carrinho (ou isopor) lotado de latinhas ou garrafas.

Proteger-se do “pesado” é uma necessidade carnavalesca – bem como saber o que beber para não atravessar a marchinha durante os dias de folia.

O Paladar testou algumas bebidas que fazem sucesso nos blocos de São Paulo. Quem esteve no comando do teste foi o repórter que escreve, Gilberto Amendola, que também assina o Balcão do Giba, com as novidades, tendências e sabores dos bares, drinques e coquetéis.

As Melhores Bebidas do Carnaval 2026: Paladar testou e revela o que vale a pena beber nos blocos

Do Xeque-Mate à Catuaba Selvagem, passando pelos ices e rótulos zero álcool, reportagem avaliou as bebidas mais populares dos bloquinhos. Crédito: Paulo Henrique

As bebidas provadas foram selecionadas por figurarem entre as tendências e apostas para o Carnaval 2026. E entre elas estão:

  • a Catuaba Selvagem
  • o Xeque-Mate
  • Ices
  • e até não alcoólicos.

Antes de mais nada, vamos ao óbvio. Apesar do carnaval, moderação é a atitude mais inteligente. Não queime a largada. Outra coisa, a bebida número 1 de todo o carnaval é a água. Hidrate-se o tempo inteiro.

Na nossa avaliação, não consideramos a imbatível cervejinha gelada. Ela é, e sempre vai ser, hors concours.

Por último, só compre bebidas alcoólicas de ambulantes e vendedores autorizados – os casos de intoxicação por metanol precisam ter deixado alguma lição, não é?

A Avaliação

Isso vai soar muito 2016, mas é preciso considerar a Catuaba Selvagem. Há 10, 9 anos, ninguém ficou alheio à moda desta bebida.

Embora novas bebidas tenham tirado um pedacinho deste mercado, a Catuaba Selvagem ainda é bastante consumida no carnaval – tradicionalmente direto da garrafa.

A base da bebida é o vinho tinto (enriquecido com extratos de catuaba, marapuama e de guaraná).

Com teor alcoólico de 14%, considero pesada demais (principalmente quando o líquido não está muito gelado) para uma tarde de sol atrás do bloco.

Respeito a tradição, mas prefiro não.

Fenômeno um pouco mais recente é o Xeque-Mate.

O drinque pronto para beber é o queridinho do carnaval. Ele leva rum, mate, guaraná e limão – e tem 7,9% de teor alcoólico. Equilíbrio raro para um pré-pronto feito em escala industrial. Refrescante, mas com pegada alcoólica, o Xeque-Mate continua sendo uma ótima opção.

O sucesso do Xeque-Mate rendeu dois novos produtos. A linha Mascate Drinks apresenta o drinque de melancia com framboesa, rum, hibisco e limão siciliano; e o maracujá com caju, rum e água de coco.

Aqui, tenho opiniões diferentes de casa uma.

Para o meu paladar, o melancia com framboesa ficou doce demais; agora, o maracujá com caju, rum e água de coco me bateu superbem. Trata-se um drinque refrescante com a cara do carnaval. O meu preferido neste desafio.

Outra linha que faz bastante sucesso é a dos ices. O tradicional Smirnoff Ice continua sendo uma referência nos bloquinhos. Hoje, além do sabor tradicional, é possível encontrar versões saborizadas, como a de maçã verde.

Quem também entrou na linha Ice foi a 51. Fabricada pela Cia. Müller de Bebidas, a mesma que produz a Cachaça 51, a 51 ICE vem em 7 sabores (Tea Pêssego, Melancia, Limão, Fruit Mix, Balada, Kiwi e Maracujá).

Assim como a Ice da Smirnoff, essa é uma bebida para tomar trincando de gelada (se for comprar no meio de um bloquinho certifique-se disso). Se estiver geladinha, funciona.

A mesma 51 Ice lançou uma versão não alcoólica e zero açúcar, a Três Limões.

Outra marca que investe em zero álcool é a Nero. A marca traz uma bebida gaseificada zero álcool que faz lembrar um espumante. As opções sem álcool (51 Ice e Nero) funcionam bem para quem não quer abusar dos etílicos, quer permanecer sóbrio ou é o motorista da vez.

  • Colaborou João Pedro Rangel



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