Arizona acusa a L’Oréal de ocultar riscos de …

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Por Diana Novak Jones

11 Set (Reuters) – O Arizona moveu ​uma ação judicial contra a L’Oréal SA , alegando que a empresa de cosméticos ocultou evidências de que seus produtos alisantes para cabelos poderiam causar câncer em mulheres, mais uma em meio a milhares de ações judiciais semelhantes movidas por usuárias e suas famílias.

A procuradora-geral do Arizona, Kristin Mayes, do Partido Democrata, entrou com a ação na quinta-feira à noite em um tribunal estadual, tornando o Arizona o primeiro Estado a apresentar uma ação judicial por supostos riscos de câncer associados a alisantes capilares.

A ação acusa a L’Oréal de violar as leis estaduais de ⁠proteção ao ⁠consumidor ao comercializar os produtos — usados predominantemente ​por ‌mulheres afro-americanas — sem alertar sobre os supostos riscos de câncer de ovário e de útero.

O Estado busca responsabilização e indenizações, assim como uma ordem judicial obrigando a L’Oréal a interromper a venda dos produtos, a menos que alerte sobre o risco de ⁠câncer.

Ao comercializar os produtos para mulheres e crianças ao longo de décadas, ​a L’Oréal e empresas associadas “exploraram séculos de pressões sociais e padrões de beleza discriminatórios ​que afetam pessoas de ascendência africana, ao mesmo tempo ‌em que priorizaram o ​lucro em ⁠detrimento da segurança do consumidor”, alega a ação do Arizona.

A ação judicial ocorre no momento em que a empresa enfrenta mais de 12 mil ações semelhantes movidas por mulheres ou suas famílias, ​consolidadas em um tribunal federal de Chicago como parte de um processo de litígio multidistrital — procedimento destinado a gerenciar com mais eficiência ações judiciais movidas em várias jurisdições.

Um porta-voz da L’Oréal não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A L’Oréal afirmou que seus produtos ​são submetidos a rigorosas avaliações de segurança e que a empresa está confiante de que as alegações carecem de fundamento jurídico ou científico.

UM ESTUDO DE 2022

Os produtos, que foram comercializados sob os nomes “Dark and Lovely”, “Optimum” e outras marcas, prometem alisar permanentemente cabelos crespos.

As primeiras ações judiciais entraram na pauta após a divulgação, em 2022, de um estudo realizado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, que constatou que mulheres que usavam os produtos várias vezes por ​ano tinham mais do que o dobro de chances de desenvolver câncer de útero.

As ações judiciais ‌buscam indenização por danos morais para compensar ⁠as mulheres por sua dor e sofrimento, além de indenização por danos econômicos decorrentes de despesas médicas e do custo dos produtos, entre outras coisas.

As ações citam a L’Oréal, ⁠a Revlon e outros fabricantes dos produtos. A Revlon também ⁠negou qualquer relação entre o câncer e ⁠os produtos.

O litígio multidistrital ⁠continua ​avançando, mostram autos judiciais, e os julgamentos podem ter início em 2027.

(Reportagem de Diana Novak Jones)

Fonte: antena1

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