O plano da Iguá para desalavancar apesar dos juros e investimentos bilionários

NotíciasO plano da Iguá para desalavancar apesar dos juros e investimentos bilionários

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A Iguá Saneamento busca reduzir sua alavancagem, mesmo com juros altos e investimentos significativos nas concessões do Rio de Janeiro e Sergipe. A companhia registrou uma queda na alavancagem consolidada de 11,82 para 8,83 vezes entre 2025 e 2026, impulsionada por um aumento de 46,1% no Ebitda ajustado, que alcançou R$ 1,38 bilhão.
O CEO René Silva destacou que a desalavancagem ocorre naturalmente com a evolução das operações. A Iguá planeja investir R$ 6,3 bilhões em Sergipe ao longo de 35 anos e já aplicou R$ 253,1 milhões no segundo trimestre de 2026.
A empresa prioriza eficiência operacional e seletividade em novos leilões, focando em projetos com mais de 200 mil habitantes. Atualmente, a Iguá opera em nove localidades, incluindo Alagoas e São Paulo, e está atenta a oportunidades estratégicas no setor.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Iguá Saneamento ainda vê espaço para reduzir a alavancagem mesmo diante dos juros altos e dos fortes investimentos previstos nas concessões atuais. Com Rio de Janeiro e Sergipe ainda em fase de amadurecimento, a estratégia combina crescimento do Ebitda e ganhos de eficiência operacional. O custo elevado do capital também tornou a companhia mais seletiva na análise de novos leilões.
Em um setor intensivo em capital, a Iguá reduziu a alavancagem consolidada de 11,82 vezes para 8,83 vezes entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026. O movimento foi sustentado pela expansão de 46,1% do Ebitda ajustado acumulado em 12 meses, para R$ 1,38 bilhão.
Segundo a Iguá, o nível atual ainda elevado reflete o estágio inicial das operações do Rio de Janeiro e de Sergipe. “Ao tirarmos essas duas concessões, o indicador está em 1,6 vez”, afirmou René Silva, CEO da companhia, durante o Iguá Day.
“O cuidado e a diligência que temos nas operações fazem com que a desalavancagem ocorra naturalmente”, acrescentou.
João Lopes, CFO da Iguá, explica que o indicador tende a cair à medida que as operações amadurecem, ampliam a receita e impulsionam o Ebitda, enquanto a companhia amortiza suas dívidas.
“No segundo trimestre, tivemos um aporte dos acionistas que contribuiu, mas não foi determinante para a queda do indicador. O determinante é a própria evolução das operações”, disse ele.
Os três acionistas da Iguá integralizaram proporcionalmente um aumento de capital de R$ 700 milhões. O fundo de pensão canadense CPP Investments detém 66,5% do capital social da companhia, enquanto a gestora Alberta Investment Management Corporation (AIMCo) possui 24% e a BNDESPar, 9,5%.
Capital caro exige eficiência
A redução da alavancagem ocorre em meio a um ciclo intenso de investimentos. Só em Sergipe, concessão mais recente da companhia, conquistada em 2024, o plano de negócios prevê aportes de R$ 6,3 bilhões ao longo dos 35 anos de contrato.
Além disso, o Marco Legal do Saneamento estabeleceu a meta de atender 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033, ampliando a demanda por investimentos.
A Iguá investiu R$ 253,1 milhões no segundo trimestre, alta de 42% na comparação anual. Os recursos foram direcionados a projetos de expansão e modernização da infraestrutura, reforço da segurança hídrica nas concessões e eficiência operacional.
Para o CEO, a busca por eficiência vai do planejamento e da execução dos investimentos à redução das perdas no faturamento de água e ao combate à inadimplência.
“Cumpro todas as previsões contratuais e sigo as curvas previstas, mas busco maneiras eficientes de empregar um capital que hoje é bastante escasso e caro”, afirmou Silva.
As perdas de faturamento de água recuaram de 47,1% para 44,8% em um ano. O indicador não inclui Sergipe nem os ativos alienados em 2024.
Já o índice consolidado de inadimplência, medido pela relação entre as perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa e a receita líquida ajustada dos últimos 12 meses, passou de 3,9% para -0,6%, influenciado por reversões de provisões.
Seletividade nos leilões
O custo elevado do capital e o foco nas operações já presentes no portfólio têm reforçado a seletividade da Iguá diante de novos leilões. Segundo o CEO, a companhia prioriza projetos com mais de 200 mil habitantes e que ofereçam sinergias geográficas com o portfólio atual.
A companhia monitora oportunidades no setor, incluindo o leilão de Rondônia, marcado para 29 de setembro, mas ainda não decidiu se participará da disputa.
“Olharemos para outros projetos de maneira muito estratégica, mas o crescimento da companhia já está contratado. Temos estrutura financeira para entregar esse crescimento”, disse Lopes.
Atualmente, além de atuar em Sergipe e no Rio de Janeiro, a companhia de saneamento está presente em Alagoas, Mato Grosso, Paraná e São Paulo. Ao todo, são nove operações, sendo seis concessões e três parcerias público-privadas.

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Fonte: Neofeed

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