Paciente com Ebola na Nigéria teria contraído a …

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Por Clement Bonnerot e Anait Miridzhanian ​e Robbie Corey-Boulet

DAKAR, 22 Out (Reuters) – A paciente com Ebola na Nigéria, esposa de um diplomata suíço lotado em Abuja e nascida em Uganda, provavelmente contraiu a doença durante uma viagem a Uganda, afirmou comunicado do governo suíço à Reuters divulgado nesta quinta-feira.

A Nigéria notificou o caso — o primeiro de Ebola no país em mais de uma década — na terça-feira, tornando-se o quarto país africano e o mais populoso a ser afetado por um surto anunciado ⁠na ⁠República Democrática do Congo em meados ​de ‌maio e que, desde então, se tornou o de propagação mais rápida já registrado.

Autoridades ugandenses afirmaram que a mulher, que adoeceu na Nigéria, havia viajado para o leste do Congo antes de passar ⁠por Uganda. Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ​principal agência de saúde da África disseram nesta quinta-feira que não haviam ​recebido informações confirmadas de que a mulher ‌tivesse viajado para ​o Congo.

Comunicado ⁠enviado por email pelo Departamento Federal Suíço de Relações Exteriores informou que a mulher “está internada em uma clínica particular em Abuja há cerca de uma ​semana com sintomas’.

‘Acredita-se que ela tenha contraído o vírus durante uma viagem a Uganda há cerca de duas semanas”, acrescentou.

“Seu marido está em isolamento; ele não apresentou nenhum sintoma. Ele estava viajando com a esposa ​quando se acredita que ela tenha contraído o Ebola.”

Uganda registrou 20 casos em maio e junho, a maioria importada do Congo, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o país livre do Ebola em agosto.

Um porta-voz do governo de Uganda não respondeu imediatamente a um pedido de comentário nesta quinta-feira.

Wessam Mankoula, funcionário do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), ​afirmou nesta quinta-feira que Nigéria e Uganda estavam compartilhando informações para apurar os ‌deslocamentos da paciente e a ⁠possível fonte de exposição.

“Até o momento, não há informações comprovadas de que essa paciente tenha viajado para a RDC (República Democrática do Congo)”, disse Mankoula em ⁠uma coletiva de imprensa online.

A OMS afirmou ⁠que as informações que recebeu sobre ⁠o caso não ⁠incluíam ​viagens para fora de Uganda.

(Reportagem de Clement Bonnerot, Robbie Corey-Boulet e Anait Miridzhanian)

Fonte: antena1

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