Trabalhadores envolvidos na resposta ao Ebola no …

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BUNIA, República Democrática do Congo, 9 Jul (Reuters) – Profissionais ​envolvidos na resposta ao Ebola no nordeste da República Democrática do Congo realizaram protestos em frente a três centros de tratamento nesta quinta-feira, alegando que não haviam recebido todo o pagamento devido pelo trabalho realizado.

O surto já infectou 1.759 pessoas e resultou em 600 mortes confirmadas desde que foi declarado, há quase dois meses, de acordo com os dados mais recentes do governo divulgados na quarta-feira.

A Organização Mundial da Saúde informou nesta semana que a transmissão dessa forma rara do Ebola continua; a doença mata de 30% a 50% das pessoas infectadas e não há vacina nem cura.

Dezenas de ⁠membros das ⁠equipes de resposta ao Ebola se reuniram ​nesta quinta-feira ‌em frente aos centros de tratamento Centre Medical Évangélique (CME), Elikya e Salama, em Bunia, capital da província de Ituri, que é a mais afetada.

A polícia dispersou um dos protestos, em frente ao CME.

Não ficou claro imediatamente se os protestos haviam interrompido as operações nos ⁠centros de tratamento.

Em declarações à imprensa em Bunia, o ministro da Saúde, Samuel ​Roger Kamba, reconheceu que havia problemas com “o pilar de recursos humanos da resposta”, ou seja, ​com a garantia de que as listas de pessoas que ‌precisavam ser pagas estivessem ​atualizadas e ⁠precisas.

Uma autoridade da principal agência de saúde pública da África disse em uma coletiva de imprensa online que a agência estava trabalhando com as autoridades congolesas para acelerar os pagamentos aos profissionais de saúde ​da linha de frente.

“Isso é muito importante para manter o moral”, disse Wessam Mankoula, do CDC da África. Ele afirmou que o CDC da África havia fornecido ao Congo cerca de US$2 milhões para apoiar sua resposta ao Ebola, parte dos quais poderia ser usada para efetuar “pagamentos atrasados” ​aos profissionais de saúde.

Um funcionário da área de saúde congolês, que pediu para não ser identificado por não estar autorizado a falar com a imprensa, disse à Reuters que estavam em andamento negociações com os profissionais que ameaçavam entrar em greve, mas que, até o momento, nenhuma greve havia começado.

TRABALHADORES DIZEM QUE PAGAMENTO ESTÁ ATRASADO E NÃO REFLETE A CARGA DE TRABALHO

Em uma carta datada de 5 de julho e endereçada ao governador de Ituri e às autoridades de saúde, os profissionais ​envolvidos na resposta ao Ebola afirmaram que não haviam recebido remuneração pelos serviços prestados desde o início do ‌mais recente surto de Ebola, anunciado em ⁠15 de maio.

A carta afirmava que isso havia resultado em “dificuldades socioeconômicas significativas” e afetado gravemente as condições de vida dos trabalhadores.

Os trabalhadores também reclamaram que os valores das remunerações eram muito ⁠baixos em relação aos riscos e à carga de trabalho ⁠envolvidos na resposta ao Ebola.

Eles exigiram um aumento ⁠nos subsídios diários e ⁠solicitaram ​a eliminação das deduções do Imposto de Renda, argumentando que os subsídios constituíam bônus, e não salários.

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Fonte: antena1

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