Dúvidas sobre recuperação de jogadores preocupam …

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Por Tommy Lund

2 Jul (Reuters) – Enquanto a Noruega se ​prepara para enfrentar o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo neste domingo, o gerenciamento do cansaço dos jogadores tornou-se uma questão central.

O artilheiro Erling Haaland marcou o gol decisivo aos 41 minutos do segundo tempo na vitória da Noruega por 2 x 1 contra a Costa do Marfim na terça-feira, mas disse depois que estava “exausto” e não teria conseguido jogar a prorrogação.

Tanto Haaland quanto o capitão Martin Odegaard, que, como muitos jogadores, vêm de temporadas longas e intensas por seus clubes, foram poupados na última partida da Noruega na fase de grupos contra a França, que terminou em derrota por 4 x ⁠1.

Mas o ⁠técnico Stale Solbakken disse que Haaland estava “no limite” ​no início ‌do segundo tempo contra os marfinenses, o que causou preocupação aos torcedores da Noruega antes do confronto com o Brasil.

“É possível reverter o estresse crônico que se acumulou ao longo do torneio, ou nas últimas uma ou duas temporadas? Não”, disse Dom Rae, formado em medicina ⁠do esporte e do exercício físico que trabalha com o Al Nasr dos Emirados ​Árabes Unidos.

“Esses jogadores, especialmente os principais, disputaram muitas partidas”, disse Rae. “Eles estão com fadiga crônica. Não ​dá para reverter isso em cinco dias. Mas certamente ‌é possível recuperar um nível ​significativo ⁠de energia até o início da partida.”

Brasil e Noruega enfrentaram, no mínimo, desafios semelhantes devido à programação de viagens e ao clima nas cidades-sede da Copa. O Brasil tem um intervalo de seis dias antes da ​próxima partida, e a Noruega, de cinco.

“O que geralmente observamos no desempenho esportivo é que o pico de fadiga ocorre por volta das 48 horas”, disse Rae. “Para alguns, isso pode se estender até 72 horas. Mas, com 96 horas, no quinto dia, todos já estão praticamente de volta ao normal.”

“Na verdade, ​eu prefiro o intervalo da Noruega aqui do que o do Brasil”, disse ele. “Quando você tem apenas três ou quatro dias, é simples: descansar, se recuperar, se preparar, jogar. Mas quando você tem cinco ou seis dias, a coisa fica complicada. Não dá para treinar muito forte porque a partida está muito próxima, mas é tempo demais para ficar sem fazer nada.”

Após a partida da fase de grupos contra o Iraque, a Noruega deixou o elenco passear e conhecer Nova York durante os dias de folga. ​Rae disse que isso traz benefícios.

“Andar por Nova York é cansativo, mas o cérebro controla o estresse, os hormônios ‌e o sono. Se você está psicologicamente ⁠feliz, esse impulso emocional é tão importante quanto o puro descanso físico. Foi uma escolha calculada e necessária do técnico.”

Ele rebateu quem reclama das pausas para hidratação que estão acontecendo na Copa do ⁠Mundo, mesmo quando a temperatura não exige isso.

“Os jogadores estão perdendo ⁠líquidos, eletrólitos e açúcares, e a utilização de ⁠glicogênio está aumentando porque ⁠as ​temperaturas estão mais altas e os jogos estão ficando mais difíceis”, disse Rae.

(Reportagem de Tommy Lund, em Gdansk)

Fonte: antena1

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