Vivae, joint venture de Vivo e Ânima, se une à edtech Ada

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A Ada vai incorporar a Vivae, joint venture de Vivo e Ânima, que participações minoritárias na nova edtech, cuja fusão depende do Cade. A união visa a ampliar a atuação no mercado de educação corporativa, aproveitando a expertise da Ada no B2B e a capacidade de distribuição da Vivae, que continuará focada no B2C.
A Ada, fundada em 2019, atende empresas como Google, Mercado Livre e Nubank, e utiliza IA para acelerar recrutamento e seleção. A Vivae, criada em 2022, oferece cursos livres em áreas como IA e marketing digital. Fusão ocorre enquanto a Ada expande operações para México, Chile e Colômbia.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Vivae, joint venture de educação que reúne Vivo e Ânima Educação, anunciou sua fusão com a edtech Ada, startup de educação voltada para empregabilidade e que foca em empresas.
Pelos termos do acordo, a Ada vai incorporar a Vivae, que terá uma participação minoritária relevante na empresa combinada. A conclusão da fusão depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Ao NeoFeed, Rodrigo Gruner, vice-presidente de Inovação e Novos Negócios da Vivo, diz que a fusão representa uma oportunidade de expandir a presença da empresa no mercado de educação, especialmente para a parte corporativa.
“Apesar de a Vivae ser uma sociedade entre Ânima e Vivo, sempre a consideramos como uma startup. E um dos aprendizados que tivemos foi que o produto desenvolvido, de aprendizados curtos para o B2C, tinha valor para o B2B”, afirma. “É aí que a Ada entra.”
Com a união, a Ada passará a ter cerca de 500 mil usuários ativos e 50 funcionários, operando as duas marcas, que permanecerão atuando em suas respectivas áreas, com conteúdos relacionados à tecnologia.
A Ada segue voltada para o B2B, com uma plataforma que ajuda empresas a diagnosticar, desenvolver e contratar pessoas e que também oferece a profissionais cursos de capacitação na área de tecnologia. Fundada em 2019, a plataforma conta com mais de 400 mil usuários ativos e atende empresas como Google, Mercado Livre e Nubank.
O segmento B2C continuará com a Vivae, criada em 2022 com a Ânima, para oferecer cursos livres de capacitação, com foco em educação continuada e empregabilidade. A plataforma conta atualmente com 100 mil usuários ativos que acessam cursos para qualificação em áreas como IA, marketing digital, análise de dados e soft skills.
Segundo Felipe Paiva, CEO da Ada, a operação representa a combinação da capacidade de distribuição da Vivae, por ter Vivo e Ânima por trás, e a penetração da Ada na parte de B2B, além da capacidade tecnológica que desenvolveu, utilizando IA para acelerar processos de recrutamento e seleção.
A expectativa inicial é de aumentar o universo de pessoas cadastradas nas plataformas, atualmente em 800 mil, para acima de 1 milhão.
“O mercado endereçável é muito grande, porque apesar de IA substituir o trabalho, o que vemos é que encontrar talentos é difícil”, afirma Paiva, que permanecerá à frente da empresa após a fusão. “Independentemente da pessoa, não necessariamente ela está pronta para as oportunidades.”
A relação de Vivo e Ada vem desde 2024, após o investimento feito pela Wayra, braço de investimento em startups early stage da companhia de telefonia.
Como parte do processo de fusão entre Ada e Vivae, a Vivo transferiu previamente sua participação acionária na Vivae para o Vivo Ventures, veículo voltado para empresas em estágio mais avançado, com um fundo FIP de R$ 320 milhões.
Gruner diz que o aporte não tinha inicialmente a intenção de combinar as operações, mas as trocas entre as partes mostraram que os negócios poderiam ser complementares, ainda mais diante da intenção da Vivae de ir para o B2B.
Desde 2012, a Wayra fez aportes em 89 startups no Brasil, com recursos vindos do caixa do grupo Telefônica. A Vivo conta ainda com o Vivo Ventures, veículo voltado para empresas em estágio mais avançado, com um fundo FIP de R$ 320 milhões.
Os investimentos da Vivo fazem parte da estratégia de ampliar a atuação para além dos serviços de telecomunicações, ainda que também tenham o propósito de gerar resultados. A receita com participação em empresas já representa mais de 11% da receita da companhia, que no segundo trimestre somou R$ 14,6 bilhões.
Para Gruner, a fusão tem potencial de geração de valor, não necessariamente de receita direta, porque a Ada não vai ser consolidada na Vivo. “Mas, através da capacidade da Vivo e da Ânima em apoiar a Ada em distribuição, entendemos que a empresa acaba sendo um ativo muito relevante”, afirma.
A combinação de negócios também ocorre num momento em que Ada começa a desembarcar em outros países. No ano passado, a empresa começou a operar no México e vê a possibilidade de atuar no Chile e na Colômbia.

Fonte: Neofeed

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