quais são os riscos para a sua privacidade? – Sport Life

Lifestylequais são os riscos para a sua privacidade? – Sport Life

Se algo revolucionou a forma como as pessoas lidam com sua saúde e forma física, foram os aplicativos fitness. Usados para monitorar treinos, medir progresso e até oferecer treinamento virtual, eles se tornaram companheiros essenciais não apenas dos entusiastas do esporte, mas também de pessoas comuns que buscam uma vida mais saudável.

O que muitos ignoram, contudo, é a quantidade de dados que são continuamente coletados por esses aplicativos e como isso pode impactar a privacidade dos usuários. São informações de saúde, localização e preferências pessoais que podem ser expostas, vendidas ou até mesmo utilizadas indevidamente.

Coleta de dados a todo vapor

Seja o número de passos que o usuário dá, sua frequência cardíaca ou sua rota de corrida, a maioria dos aplicativos registra muito mais do que apenas treinos. De acordo com pesquisas recentes, quase todos os aplicativos mais populares coletam e compartilham dados confidenciais dos usuários com terceiros. Strava e Fitbit, por exemplo, estão entre os mais agressivos, cada um coletando mais de 20 tipos diferentes de informações, incluindo métricas de saúde e identificadores pessoais, como e-mails e detalhes precisos de localização.

Os aplicativos gratuitos são especialmente problemáticos. Como eles não dependem de assinaturas, sua receita geralmente vem da venda de informações para anunciantes, corretores de dados, seguradoras ou até mesmo empregadores. No fim, o preço dos serviços é nada menos que a privacidade dos usuários.

Como se proteger

Felizmente, há meios simples para proteger os dados ao usar um aplicativo fitness. Abaixo estão algumas recomendações de especialistas.

  • Usar uma conexão segura. Ao sincronizar ou enviar dados de treino, é importante considerar usar um serviço de rede virtual privada (VPN) confiável. Ao usar a melhor VPN Brasil, o usuário adiciona uma camada de criptografia que protege seus dados de serem interceptados no Wi-Fi público de academias e centros esportivos.
  • Dar atenção às permissões. Não se deve conceder a um aplicativo fitness acesso aos seus contatos, câmera ou localização se ele não precisar desses dados.
  • Escolher aplicativos com foco na privacidade. Algumas plataformas, como o Centr, coletam apenas dados mínimos em comparação com gigantes do setor.
  • Privilegiar versões pagas. Pesquisas mostram que aplicativos gratuitos têm muito mais probabilidade de compartilhar seus dados com terceiros.

Quem compra dados de apps de fitness?

Muitos têm interesse nos dados fornecidos por aplicativos de saúde e treino. Um grande exemplo são os planos de saúde, que podem avaliar dados como índice de massa corporal, ciclos de sono e frequência de treinos para calcular perfis de risco e, consequentemente, aumentar o valor das mensalidades.

Empresas publicitárias, é claro, são outro alvo. Com as informações coletadas, elas podem promover campanhas direcionadas tentando vender desde suplementos nutricionais até artigos esportivos.

Fora esses fins mais “legítimos”, os criminosos também podem se aproveitar dos dados de identidade para aplicar golpes e fraudes nos usuários. E é justamente por isso que as medidas mencionadas acima são tão importantes.

Aplicativos de fitness podem motivar e capacitar os usuários, mas também apresentam custos ocultos. Por trás de cada gráfico de desempenho ou contador de calorias, pode existir uma vasta rede de coleta e monetização de dados que vai de encontro aos interesses de seus usuários. Por isso, é fundamental ter seletividade com os aplicativos usados e, sobretudo, ter cautela com as permissões concedidas.

Fonte: sportlife

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