OMS apoia medicamentos para perda de peso em …

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Por Jennifer Rigby

LONDRES (Reuters) – A Organização Mundial da Saúde recomendará o uso de medicamentos para perda de peso no tratamento da obesidade em adultos, de acordo com esboço de orientação da agência, que pediu aos países que levem a condição a sério como uma doença crônica.

O comitê de especialistas da OMS concluiu que os populares medicamentos GLP-1, desenvolvidos inicialmente por Novo Nordisk e Eli Lilly, são parte da solução para o tratamento de longo prazo da obesidade para pacientes com índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais, juntamente com aconselhamento sobre mudanças de estilo de vida e comportamento.

A Reuters informou pela primeira vez que a OMS provavelmente tomaria essa medida em maio deste ano.

No esboço das diretrizes, que foram publicadas online e estão abertas para consulta até 27 de setembro, a OMS disse que a resposta à obesidade foi muitas vezes moldada por visões ultrapassadas que a enquadram como um problema de estilo de vida. Em vez disso, a OMS afirmou que se trata de uma ‘doença crônica, progressiva e recorrente’ que afeta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, tanto em países de alta quanto de baixa renda, contribuindo para milhões de mortes evitáveis.

Recomendou o uso dos medicamentos para tratar a obesidade pela primeira vez, chamando isso de uma etapa fundamental para o desenvolvimento de um padrão global de tratamento. A OMS está desenvolvendo diretrizes separadas para o tratamento de crianças e adolescentes.

Embora o esboço das diretrizes da OMS se aplique apenas a pessoas com IMC acima de 30, em alguns países de alta renda, como os Estados Unidos, os medicamentos também são recomendados para pessoas com IMC de 27 a 30 e pelo menos uma condição médica relacionada ao peso.

Neste mês, a OMS não chegou a incluir os medicamentos como tratamentos para a obesidade em sua lista de remédios essenciais, um catálogo separado de medicamentos que devem estar disponíveis em todos os sistemas de saúde em funcionamento.

Ela os adicionou para pacientes com diabetes tipo 2 — a doença para a qual foram originalmente desenvolvidos — combinados com outro problema de saúde. A agência disse que isso indicava quais pacientes se beneficiariam mais com as terapias caras, acrescentando que os altos preços estavam limitando o acesso aos medicamentos em países de baixa e média renda.

Fonte: antena1

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