Qual o melhor milho para pipoca do mercado?
Sete marcas foram colocadas à prova de júri formado pelos chefs Carlos Ribeiro, Leandro Dias, Rodrigo Kossatz, e pela especialista em pipocas Priscila Ribeiro.
Quem nunca se pegou hipnotizado pelo aroma de uma leva de pipoca recém estourada. Seja a versão doce ou salgada, esse petisco conquista qualquer um e as buscas pela tal pipoca gourmet não param de crescer. Ocorre que ela, que é mais ‘gordinha’ e tem um formato diferente é feita por meio de um tipo de milho especial – e quase ninguém conta esse segredo.
A pipoca mais tradicional é feita com o milho “butterfly”, o tipo mais comum, encontrado em qualquer prateleira de supermercado. Esse grão tem um sabor leve, com um estouro um tanto irregular e cheio de pontas.

Pipoca butterfly, tipo mais comum encontrado no mercado Foto: Alex Silva/ALEX SILVA
Apesar de ser a variante mais popular, esse milho deixa um pouco a desejar em preparos que requerem um pouco mais de volume e regularidade no estouro, principalmente nas receitas de pipoca gourmet. É nesses casos que entra em cena o milho mushroom (ou cogumelo), um tipo especial de grão, ideal para preparos mais delicados e que exigem ingredientes de primeira linha.
A confeiteira Patricia Alves, especializada no preparo das famosas pipocas gourmet, ressalta a qualidade única do produto, que entrega um resultado muito acima de outros grãos padrões disponíveis no mercado. Abaixo ela responde quando esse milho deve ser escolhido.

Pipoca gourmet da produtora Patricia Alves, ao lado de um punhado de milho mushroom Foto: Patricia Alves
Por que escolher a mushroom para pipoca gourmet?
A resposta para a pergunta está no estouro do grão. Ao expandir na panela, a pipoca ganha um formato arredondado e firme. Além disso, a superfície regular possibilita uma melhor adesão de caldas e condimentos, o que a torna ideal na produção de doces.
“Uma das minhas maiores preocupações é a estética. O formato redondinho se assemelha a um bombom e vira um grande atrativo para os clientes”, afirma Patricia. “A gente utiliza o milho nas pipocas gourmet justamente para banhar ela em caramelo ou com algum outro produto, o milho ele é muito mais específico para isso”.
Outra vantagem do milho está na produção. Em pipocas convencionais, é comum precisar fazer uma separação para retirar grãos queimados ou que acabaram não estourando. No caso dos preparos com o milho mushroom, esses ‘desvios’ são menos frequentes, o que facilita o processo de separação.

MATÉRIA PIPOCA MUSHROOM Foto: Daniel Carvalho
Além disso, a pipoca cogumelo é excelente para contribuir com os esforços para reduzir o desperdício nas cozinhas. “Por exemplo, dá para fazer um um sorvete de pipoca com o que sobra na planela. Você faz ali uma infusão da pipoca no leite, deixar isso curtindo em uma fervura com leite e fazer uma base com sabor de sorvete, fica maravilhoso e muito diferenciado. Além disso, eu faço palha italiana de pipoca e farinha de pipoca para fazer empanamentos”, revela Patricia.
Onde encontrar esse milho especial
Por não ser um produto de consumo em massa e de varejo, o acesso ao milho mushroom acaba sendo dificultado. Muitos dos confeiteiros e entusiastas que querem ter o produto em mãos dependem de fornecedores especializados para chegar até o grão.
Quem é Daniel Carvalho, publicitário e fundador do portal Clube da Pipoca, um site especializado no petisco que nasceu como uma plataforma para conectar e fornecer pipoca para os clientes mas que, atualmente, atua como um portal de informações focado no grão.

Embalagens de distribuição do clube da pipoca Foto: Daniel Carvalho
Daniel diz que diferente do butterfly, o milho mushroom não possuí uma produção industrial em larga escala, o que impede um fornecimento mais amplo e deixa a plantação refém de quaisquer imprevistos, como variações climáticas ou safras prejudicadas.
“Quando a gente fala com o produtor, a gente fala em sacas, não em toneladas. Esse tipo de produção é incompatível com a realidade”, diz Daniel.
Mas afinal, qual o melhor milho?

MATÉRIA PIPOCA MUSHROOM Foto: Daniel Carvalho
Depende é a resposta mais correta.
“Um grão com uma tendência a ter um tamanho maior não significa, necessariamente, um produto melhor ou uma pipoca mais saborosa. Eu por exemplo, gosto da pipoca mais tradicional, com um pouco de sal e feita na pipoqueira, acho que dessa forma preserva-se mais o sabor da pipoca, mas é preciso avaliar e escolher o milho baseado no seu gosto”, diz Daniel
Receitas com pipoca: a versão com leite em pó

Deliciosa pipoca com leite em pó. Foto: Miró Gastronomia
Essa receita é um pouco diferente: no lugar do corante vermelho, a calda é feita com leite em pó. Essa delícia de pipoca doce foi compartilhada pelo chef Dalton Rangel, do Miró Gastronomia, localizado no Jardim Paulista.
Ingredientes
Pipoca
- 1 xícara de milho de pipoca
- 1 colher de sopa de óleo
Calda
- 1 xícara de açúcar
- 1/2 xícara de água
- Leite em pó a gosto
Preparo
- 1.Coloque óleo e pipoca na panela, sempre mexendo até estourar bem.
- 2.Prepare a calda com água e açúcar, em uma panela separada.
- 3.Ferva até dar o ponto de fio e coloque a calda sobre as pipocas.
- 4.Acrescente o leite em pó e misture tudo.
- 5.Desligue o fogo, espere esfriar e sirva.
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