Lily Collins e o tribunal da magreza: até quando vamos julgar corpos alheios?

LifestyleModaLily Collins e o tribunal da magreza: até quando vamos julgar corpos...

Os comentários foram imediatos. Uns levantaram bandeira de preocupação com sua saúde, outros dispararam ironias do tipo “vai comer um hambúrguer”. Em comum, todos se sentiram no direito de verbalizar julgamentos sobre o corpo de Lily Collins — como se isso fosse um dever coletivo. A atriz surgiu na primeira fila do desfile da Calvin Klein, na semana de moda de Nova York, de top curto e barriga à mostra. Bastou a imagem rodar para que o tribunal da opinião pública decretasse uma sentença: “magreza excessiva”.

Esse tipo de ataque não é de hoje. Dias atrás, Nelly Furtado foi alvo por ter ganhado peso. Serena Williams, acusada de emagrecer apenas com ajuda de medicamentos, também enfrentou julgamentos ferozes. Oscilar entre magreza ou gordura, usar ou não substâncias para emagrecer, nada escapa do escrutínio público e das redes socias – juízes implacáveis, prontos a sentenciar, sem direito à apelação.

O problema maior é o julgamento, que virou parte da rotina. Entre uma conversa banal e outra, surge algum comentário cruel sobre aparência, não importa qual seja: “Ela é feia, não sabe se vestir, não atua bem”. Sentenças quase automáticas, como se essas pessoas tivessem autoridade para definir a vida de outra pessoa.

O peso da crítica atinge todos os lados. Corpos gordos são estigmatizados como inconformados e irresponsáveis. Já a magreza extrema é vista como suspeita, pouco saudável. Mais recentemente, até quem recorre a medicamentos para emagrecer passa pela acusação sem fundamento ter escolhido um “atalho”. Em todos os casos, sobra julgamento — e falta empatia.

O discurso da diversidade e da positividade corporal deveria ser o norte, mas a cultura da dieta e a ditadura da aparência ainda falam mais alto. E as pessoas seguem se prendendo ao hábito mais tóxico de todos: reduzir o outro ao seu corpo. É preciso – e urgente – repensar.

Continua após a publicidade

O primeiro passo é simples: entender que essas opiniões não são verdades absolutas. O que essas pessoas que tanto julgam e criticam sobre a magreza ou a gordura de alguém não corresponde, nem de longe, à complexidade da vida daquela pessoa. O segundo, mais profundo, é ainda mais desafiador: não só deixar de comentar, mas eliminar o julgamento em si. Não cabe a esses “juízes” avaliar se um corpo gordo ou magro é bonito ou saudável.

Pode parecer utopia, mas imagine que revolução seria uma sociedade onde corpos não fossem pauta de julgamento. Onde Lily Collins pudesse apenas assistir a um desfile — sem precisar enfrentar o tribunal implacável da opinião alheia.

Lily Collins no desfile da Calvin Klein, em NY: condenada, sem direito à apelação
Lily Collins no desfile da Calvin Klein, em NY: condenada, sem direito à apelação (TheStewartofNY/GC Images/Getty Images)
Continua após a publicidade

 

 

 

 

Fonte: veja.abril

Novidades

O que vestir em um cruzeiro: idéias de roupas elegantes

Decidir o que vestir em um cruzeiro é tudo sobre equilibrar a facilidade com o estilo. O navio é a sua pista, mas também...

Shot de limão com cúrcuma ajuda a aumentar a imunidade

Tomar água morna com limão em jejum é um hábito já conhecido e que muita gente adotou com o objetivo de ajudar...

Sephora patrocina F1 Academy com experiências de beleza exclusivas para as pistas de corrida

A gigante de beleza LVMH leva o universo da cosmética para as pistas de corrida, promovendo o talento feminino e criando experiências únicas para...

Entre 10 marcas, esta cachaça ganhou o 1º lugar em teste com especialistas

A cachaça ocupa um espaço singular na cultura brasileira e, mesmo com presença variável nas prateleiras dos supermercados, segue como base essencial de drinques...

Novos Deo Parfum da Hinode unem sofisticação e poder em fragrâncias únicas

Hinode expande seu portfólio com lançamentos que entregam experiências olfativas impactantes em linhas icônicas da marca A Hinode, que se destaca pela...