Kevin Germanier trouxe sua sensibilidade maximalista característica para a passarela de alta-costura com uma coleção baseada em textura, cor e volume absoluto. O desfile equilibrou duas energias distintas: silhuetas esculturais e dramáticas e looks de franjas mais fluidos e conscientes do corpo, todos executados com o tipo de trabalho manual intrincado pelo qual Germanier se tornou conhecido.
Os momentos mais dramáticos vieram de uma série de vestidos feitos de folhas de contas semelhantes a penas, dramaticamente inflando em corpetes justos e cheios de joias em rosa, amarelo e preto e branco. Essas silhuetas esculturais são interpretadas como arte vestível, transformando o corpo em uma tela de volume e movimento. Em outros lugares, looks com franjas transparentes em prata e preto ofereciam um contraponto mais fluido, com detalhes de borlas caindo em cascata de decotes frente única e cinturas drapeadas para um visual que comoveu tanto quanto fez uma declaração.

A cor teve um papel determinante, com um vestido blazer ombré de brilhantes em gradiente de arco-íris com franja preta se destacando como uma das peças mais marcantes da coleção. O contraste entre os momentos suaves e sensuais da coleção e seus looks mais arquitetônicos e de alto volume deram ao desfile uma sensação de alcance, provando que maximalismo e usabilidade não são mutuamente exclusivos nas mãos de Germanier.


No seu conjunto, a coleção reforçou a reputação de Kevin Germanier como uma das vozes mais inventivas da alta-costura, sem medo de levar a proporção e o embelezamento aos seus limites, ao mesmo tempo que se mantém atento ao tapete vermelho.

