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A comemoração durou segundos, mas o impacto pode render milhões. Logo depois de estabelecer um novo recorde olímpico nos 1.000 metros da patinação de velocidade, a neerlandesa Jutta Leerdam abriu o zíper do macacão de competição, revelando um top branco com o logotipo da Nike. A cena — carregada de emoção e espontaneidade — correu o mundo, dominou as redes sociais e foi impulsionada pelo próprio perfil global da marca, seguido por centenas de milhões de pessoas.
Especialistas em marketing esportivo estimam que a exposição gerada pela imagem pode atingir cerca de 1 milhão de dólares (cerca de 5 milhões de reais) em valor de mídia equivalente. Na prática, isso significa que a visibilidade obtida organicamente teria custado esse montante se fosse comprada em campanhas tradicionais.
O episódio tem potencial para reposicionar a atleta em um patamar comercial mais alto dentro do próprio contrato de patrocínio. Momentos autênticos, sobretudo em grandes eventos esportivos, costumam gerar uma conexão emocional difícil de reproduzir em publicidade planejada e é justamente esse tipo de narrativa que as marcas buscam.
O efeito dominó foi imediato. A rede varejista neerlandesa Hema aproveitou outra foto da atleta, chorando após a prova, para promover um delineador com a promessa de resistir “até às lágrimas de felicidade”. O movimento ilustra como, na era digital, um gesto genuíno em uma arena esportiva pode se transformar rapidamente em ativo financeiro — não apenas para patrocinadores oficiais, mas para todo o ecossistema de marcas atento ao timing perfeito.
No caso de Leerdam, a regra é clara: performance de elite somada ao carisma diante das câmeras continuam sendo uma das combinações mais lucrativas do esporte contemporâneo.
Fonte: veja.abril
