Brasil, o eterno aluno nota 5: nem Suíça, nem Venezuela, segundo a Vinland Capital

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A Vinland Capital prepara-se para a volatilidade do Brasil em 2026 com uma gestão flexível e diversificada globalmente. Segundo José Monforte, a incerteza eleitoral e o desequilíbrio fiscal só deverão ser enfrentados após as eleições, tornando os ativos voláteis. O início do corte da Selic é visto como crucial, mas depende de cenário fiscal e eleitoral. A Vinland aposta em inflação controlada e PIB crescendo 2%, mas alerta para o risco fiscal crônico do País.
O ambiente eleitoral polarizado e a insatisfação popular complicam previsões e reduzem a chance de compromissos sólidos com disciplina fiscal, independentemente do vencedor. Globalmente, cortes de juros pelo Fed favorecem emergentes, mas a instabilidade fiscal e cambial do Brasil ainda afasta investidores.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A volatilidade prevista para a economia brasileira em 2026, ano de eleição presidencial, está levando a Vinland Capital a mirar uma estrutura de gestão flexível e globalmente diversificada para navegar na turbulência e capturar valor, seja no Brasil ou no exterior. É o que sugere José Monforte, sócio da gestora, que tem R$ 15 bilhões sob gestão.
“A estratégia de investimento recomendada para 2026 não é de paralisia, mas de busca por assimetrias com margem de segurança, como a aposta em um ciclo de juros mais intenso no País do que o precificado pelo mercado”, diz Monforte, em entrevista ao NeoFeed, na qual faz uma análise do cenário econômico nacional e internacional previsto para o próximo ano.
Segundo ele, a incerteza eleitoral do Brasil em 2026 tende a afetar a percepção de risco e os preços dos ativos, com a questão fiscal sendo um tema que provavelmente só será endereçado após o resultado das urnas.
Nesse sentido, o início do ciclo de corte da taxa de juros pelo Banco Central é visto pela Vinland como principal ponto de atenção no primeiro semestre. Embora a melhora da inflação abra caminho para o corte da Selic, a trajetória de médio prazo está condicionada a dois grandes fatores de incerteza: o grave desequilíbrio fiscal e a eleição presidencial de 2026, que se projeta altamente polarizada e volátil.
“O mercado precifica um corte menor de juros, para cerca de 13%, do que o potencial real, entre 11,5% e 12%, diante da volatilidade do cenário eleitoral. Por isso, a estratégia não é ser conservador, mas buscar investimentos com ‘gordura’ e assimetrias, onde o preço de um ativo difere de seu valor intrínseco.”
Essa volatilidade prevista para a economia brasileira em 2026 exige flexibilidade e diversificação global, na opinião do gestor.
“Estamos nos preparando para esse cenário volátil no País com uma equipe reforçada e flexibilidade para alocar capital globalmente”, prossegue, citando México e da Hungria como exemplos. “Vamos buscar as melhores oportunidades onde quer que surjam, garantindo resiliência caso o cenário brasileiro se deteriore.”
A expectativa da Vinland para 2026 é de inflação controlada e crescimento moderado do PIB, em torno de 2%. O maior desafio do País, adverte ele, é o desequilíbrio fiscal, com gastos excessivos que tornam o cenário insustentável a médio prazo.
“O Brasil vive à beira de um precipício perpétuo”, afirma Monforte. “Não pula porque o Congresso não deixa, mas também não se afasta porque, se começa a sobrar dinheiro, sempre tem alguém querendo gastar.” Com isso, segundo ele, o País é o “eterno aluno nota 5”, que nunca vai virar uma Suíça e tampouco uma Venezuela. “O País não sai desse caminho tortuoso e arriscado”, diz.
O quadro político polarizado num ano de eleição presidencial agrava a situação. Para o sócio da Vinland, uma parcela significativa do eleitorado está insatisfeita com o governo atual, garantindo que a oposição será competitiva na eleição presidencial.
“Historicamente, essa combinação de inflação baixa com desemprego baixo deveria transformar o presidente Lula em uma figura altamente popular, mas não é isso que a gente está observando”, afirma.
Monforte atribui essa popularidade baixa do presidente aos efeitos do desequilíbrio fiscal, como os juros elevados. Mesmo assim, não acredita que o tema seja abordado com profundidade pelos candidatos da oposição.
“Só ganha para síndico do meu prédio quem fala que vai diminuir o condomínio”, diz. “O candidato que fala que vai subir o condomínio nunca ganhou a eleição, essa é a verdade da sociedade”, acrescenta, numa referência à provável ausência de sacrifícios, como promessas de corte de gastos ou de redução do déficit público por parte dos candidatos.
Até por isso, independentemente de quem vença a eleição presidencial, a disciplina fiscal não é garantida. “O que definirá a trajetória econômica será a ação política pós-eleição, não a identidade do vencedor”, afirma. “Uma abordagem proativa pós-eleições permitiria cortes de juros mais agressivos, já uma abordagem reativa levará a uma crise futura, com desvalorização cambial e alta da inflação, forçando uma ação tardia.”
No âmbito global, Monforte diz que a perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) cria um ambiente favorável para países emergentes. A expectativa é que o Fed continue a reduzir a taxa de juros, com a confiança de que ela deva se estabilizar entre 2,5% e 3%. A Vinland prevê pelo menos dois cortes no próximo ano, levando a taxa para perto de 3%.
“O impacto inflacionário das tarifas nos EUA foi menor que o esperado e está sendo gradualmente removido da formação de preços”, afirma o executivo. Embora não haja evidências de recessão, riscos como o crédito privado e uma possível bolha de IA merecem atenção.
A preocupação com a incerteza política causada por ações erráticas do presidente Donald Trump, segundo ele, é vista como um fator conhecido e já precificado pelo mercado. “As ações de Trump, muitas vezes motivadas por fins eleitorais, são consideradas passageiras e ele tende a recuar de políticas que não funcionam”, opina.
Por isso, um cenário de juros mais baixos nos EUA, isoladamente, é positivo para o Brasil, tornando o ambiente global menos desafiador. Mas Monforte prega cautela com o potencial interesse do investidor estrangeiro no País.
“A incerteza política e fiscal tende a afastar o investidor estrangeiro, que exige um prêmio de risco maior”, adverte. “A alta volatilidade do câmbio por causa da eleição presidencial também diminui o apelo do carry trade, apesar do diferencial de juros.”

Fonte: Neofeed

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