A saída “à francesa” de Emmanuel Macron na corrida da IA: um pacote de € 109 bilhões

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Batizada de Stargate, a joint venture entre OpenAI, Oracle e Softbank foi um cartão de visitas do novo mandato de Donald Trump no campo da inteligência artificial (IA). Anunciada em 22 de janeiro, a operação prevê investir até US$ 500 bilhões nessa tecnologia nos próximos quatros anos nos Estados Unidos.

Passadas quase três semanas de sua divulgação, o projeto serviu de fonte de inspiração – e por que não dizer – de reação para uma outra iniciativa bilionária também nesse espaço. Dessa vez, porém, além dos limites do mercado americano.

Quem também está movimentando esse mapa é a França, cujo presidente, Emmanuel Macron, anunciou um pacote de € 109 bilhões (US$ 112,6 bilhões) de investimentos privados em inteligência artificial na noite do último domingo, 9 de fevereiro.

A cifra foi revelada durante a abertura do AI Action Summit, que reunirá líderes globais e executivos de tecnologia nesta semana em Paris. E, em entrevista à rede francesa TF1, Macron descreveu o plano como “o equivalente para a França ao que os Estados Unidos anunciaram com a Stargate”.

“Posso dizer a vocês esta noite: a Europa vai acelerar. A França vai acelerar”, ressaltou o presidente francês na entrevista. Na sequência, ele acrescentou que o investimento será consolidado nos “próximos anos”.

Alguns dos nomes que vão compor esse plano foram revelados. Entre eles, os Emirados Árabes Unidos, que se comprometeram a investir entre € 30 bilhões e € 50 bilhões na construção de um data center de um gigawatt centrado em IA, como parte de um centro dedicado a essa tecnologia.

A soma divulgada por Macron também inclui aportes de empresas francesas como a Thales, do setor aeroespacial e de defesa, além de duas operadoras de telecomunicações – a Orange e a Iliad. Essa última anunciou o plano de investir € 3 bilhões em infraestrutura de IA.

Fundada em 2023 e com € 1,1 bilhão já captados, quem também está reforçando esse cheque é a Mistral AI. Maior aposta da França para competir com players como OpenAI e Anthropic, a startup disse que vai investir “bilhões” para construir seu próprio data center.

“Faremos a nossa parte e investiremos muitos bilhões de euros em um cluster, que será instalado em Essonne, para que possamos treinar sistemas ainda mais eficientes em apenas alguns meses”, afirmou Arthur Mensch, cofundador e CEO da Mistral, à TF1.

Outro nome incluído nessa fronteira é a canadense Brookfield Asset Management. A empresa informou que planeja investir € 20 bilhões no país. Os recursos também serão aplicados no desenvolvimento de data centers e de infraestrutura voltada à inteligência artificial nos próximos cinco anos.

“O investimento de € 20 bilhões da Brookfield permitira que a França permaneça na corrida ao lado dos principais players de IA”, afirmou Macron. “Não devemos desacelerar. O mundo está acelerando. Essa é uma batalha pela independência.”

Aurelio Maduro
Aurelio Maduro
Aurelio Maduro de Abreu é mestre pela George Washington University, doutorando pelo IDP, foi executivo em empresas como IBM, TELEFONICA, Votorantim, CLIA/ABREMAR, Grupo FSB. Atualmente é Presidente do I3GS, docente na Especialização em Compliance e Governança da UnB e professor colaborador na Faculdade de Tecnologia da mesma Instituição.

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