Teatros da Amazônia e roças de São Tomé e Príncipe tornam-se Patrimônio Mundial

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A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, inscreveu o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Theatro da Paz, em Belém do Pará, em sua lista de Patrimônio Mundial. O anúncio ocorreu, nesta segunda-feira, em Busan, na Coreia do Sul, onde a Unesco realiza sua Assembleia Anual.

Conhecidos como Teatros da Amazônia, eles foram construídos durante a chamada “Era do Ouro”, no Brasil, que resultou do período de prosperidade econômica conhecido como Ciclo da Borracha, entre 1879 e 1912.

Ambição política e prosperidade

A inspiração da construção foi a arquitetura europeia e particularmente francesa. O teatro é decorado com motivos da Amazônia e foi caracterizado como símbolo da ambição política e urbana daquele momento.

O Theatro da Paz, no centro histórico de Belém, inaugurado em 1878 faz parte de um cenário que ressaltava o papel estratégico da Cidade de Belém como um porto e uma capital do estado além de celebrar a recém-nascida República Brasileira, mais tarde com a inauguração da Praça da República, em 1912, que abriga o monumento.

Em 1896, o Teatro Amazonas abriu suas portas para marcar um desenvolvimento de larga escala em Manaus, no Largo de São Sebastião, que simbolizava a riqueza e prestígio da futura capital do Amazonas.

Trabalho forçado após escravatura

No domingo, a Unesco inscreveu as Roças de São Tomé e Príncipe: um sistema de agricultura colonial e de migração forçada, em sua lista de Patrimônio Mundial.

A série de seis roças separadas no país de língua portuguesa na África são: 

Monte Café, Água Izé, Diogo Vaz, São João, Sundy e Belo Monte.  Juntas, elas representam o período de plantações coloniais dedicadas à produção de café e cacau que combinavam terras agrícolas, infraestruturas industriais, áreas residenciais e instalações sociais num espaço altamente estruturado.

Pnud São Tomé and Príncipe
Agricultura hoje em São Tomé e Príncipe tem foco em conservação da sustentabilidade e o progresso econômico

As roças ilustram ainda a migração e o trabalho forçados do fim do século 19 até meados do século 20 para manter a produção global dessas commodities depois da abolição dos escravos.

Segundo a Unesco, esta é a primeira inscrição na lista de Patrimônio Mundial para São Tomé e Príncipe. Na página da agência, existem mais de 25 inscrições para o Brasil.

Fonte: veja.abril

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