Da fibra ao pós-pago: Vero amplia oferta e vê telefonia móvel como nova avenida de crescimento

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A Vero, após se consolidar como a sétima maior provedora de internet banda larga no Brasil, está expandindo sua atuação para o mercado de telefonia móvel.
A empresa lançou sua operação móvel standalone com o plano pós-pago Vero Controle Mais, visando um mercado de 121 milhões de chips.
A implementação ocorrerá em três ondas, começando por 300 cidades onde já opera, com uma estimativa de 26 milhões de acessos. A Vero já possui uma base móvel de 336 mil clientes, com crescimento de 68% em um ano.
A estratégia inclui oferecer serviços adicionais, como streaming, e evitar guerras de preços, com tarifas a partir de R$ 60.
O CEO Fabiano Ferreira destaca que cada 1% de market share pode adicionar R$ 60 milhões ao faturamento.
A Vero também considera fusões e aquisições para acelerar seu crescimento, mantendo um foco em sustentabilidade financeira.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Depois de se consolidar como a sétima maior provedora de internet banda larga do País em termos de assinantes, recorrendo a M&As para conquistar clientes e territórios, a Vero quer agora fazer seu nome no mercado de telefonia móvel.
A companhia de telecomunicações, que conta com a Vinci Compass e a Warburg Pincus como acionistas, anunciou na terça-feira, 2 de junho, o lançamento de sua operação móvel standalone, trazendo uma nova fonte de crescimento para a companhia.
“Tem muito mais pessoas do que residências e empresas e estamos ampliando radicalmente nosso mercado endereçável”, diz Fabiano Ferreira, CEO da Vero, ao NeoFeed. “Com esse serviço, vamos trazer uma nova fonte de crescimento para a companhia.”
A Vero está entrando no mercado móvel standalone com um plano pós-pago chamado Vero Controle Mais, buscando, num primeiro momento, espaço em um mercado que conta com aproximadamente 121 milhões de chips desse tipo de plano, em que as três maiores operadoras – TIM Brasil, Claro e Vivo – detêm 118 milhões, segundo Ferreira.
A implementação está prevista para ocorrer em “três ondas”. Na primeira, que a companhia espera que dure seis meses, a Vero vai focar nas 300 cidades em que já possui oferta de telefonia móvel – a empresa opera em um total de 426 municípios em nove Estados. A estimativa é de mercado endereçável de 26 milhões de acessos nessas 300 cidades.
Na segunda onda, cujo início dependerá do avanço da primeira, com a captura de resultados entrando em “velocidade de cruzeiro”, a Vero parte para oferecer o serviço nos nove Estados em que atua, com o mercado endereçável passando para 121 milhões de acessos.
A expectativa é de que os resultados dessas duas ondas possam desencadear a terceira, que é expandir a oferta para todo o Brasil. Mas isso deve acontecer mais adiante, segundo Ferreira. “Isso é algo de anos”, afirma.
A telefonia móvel não é novidade para a Vero. A operação existe desde 2023, quando a companhia se fundiu com a Americanet, que trouxe o serviço.
Há um ano e meio, a empresa decidiu acelerar nessa frente, até então oferecida junto com a operação de internet banda larga. No primeiro trimestre, a base móvel atingiu 336 mil clientes, crescimento de 68% na comparação anual. A penetração do serviço móvel sobre a base de clientes de banda larga evoluiu para 13,4%, mais que o dobro do observado no primeiro trimestre de 2025.
O resultado estimulou a Vero a elaborar uma oferta para telefonia móvel standalone, que também será operada pelo modelo de operador móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês), utilizando a infraestrutura da TIM.
Se contar com o conhecimento da população sobre seu plano móvel na primeira onda, a Vero terá o desafio de conquistar novas cidades e se tornar mais conhecida na segunda, enquanto disputa espaço com as três grandes, além de diversas operadoras regionais – o País registrou um total de 187 MVNOs em 2025, segundo levantamento da consultoria Teleco.
Para se diferenciar, a empresa aposta na oferta de serviços, começando por streamings. Neste primeiro momento, o Vero Controle Mais será vendido com Globoplay e a Vero Vídeo, a plataforma da empresa. Entrar numa guerra de preços não faz parte dos planos da Vero, com o preço começando em R$ 60 por mês.
“Vamos focar em um consumidor que não quer só conectividade, mas também mais serviços”, diz Ferreira. “Não estamos entrando no produto de conectividade standalone por si só, porque não é isso que o consumidor procura. O que queremos é ter maior representatividade na vida digital do cliente.”
Fabiano Ferreira, CEO da Vero
Crescer nesse mercado representa adicionar alguns milhões ao faturamento. Segundo o CEO da Vero, a cada 1% de market share conquistado a partir da segunda onda, a companhia pode adicionar algo próximo de R$ 60 milhões de faturamento. No ano passado, a receita líquida somou R$ 1,7 bilhão, alta de 4,1%.
Destacando que a companhia não dá guidance, Ferreira contou que é absolutamente factível vislumbrar um market share de dois dígitos nos mercados em que atua no longo prazo – uma fatia de 10% representaria faturamento anual adicional de R$ 600 milhões.
O combo de conectividade mais serviço é parte da estratégia da Vero de aumentar a receita média por usuário, o ARPU, na sigla em inglês. No primeiro trimestre, o indicador somou R$ 118, aumento de 5% em base anual, com Ferreira destacando os esforços da companhia de ir além da conectividade, ampliando a oferta de serviços.
Ele cita que, atualmente, 42% da base já combina banda larga com móvel e/ou serviços digitais, e a ideia é obter os mesmos resultados com o plano standalone.
A chegada da Vero ao mercado ocorre em momento de crescimento do pós-pago no Brasil, com Ferreira apontando que a base de assinantes cresceu 8,5% nos 12 meses encerrados em março.
Ele avalia que o mercado de planos pré-pagos ainda é relevante e os consumidores vêm migrando, expandindo o público potencial, ainda que este não seja o foco. “Existe um mercado endereçável para quem não tem produtos pós-pago, mas já é muito grande a oportunidade no mercado pós-pago.”
Para conquistar o mercado, a Vero não descarta voltar a recorrer a M&As, em que ganhou corpo ao incorporar 47 companhias, considerando as compras feitas pela Americanet. “Nosso foco é crescer de forma sustentável e com disciplina financeira, o que naturalmente não exclui oportunidades de M&A”, diz Ferreira.

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Fonte: Neofeed

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