Guerra no Irã complica rotas de suprimentos …

Sociedade e Bem-EstarSaúde MentalGuerra no Irã complica rotas de suprimentos …

Por Emma Farge

GENEBRA, 26 Mar (Reuters) – A Organização ​Mundial da Saúde (OMS) tem procurado rotas alternativas para entregar suprimentos médicos de emergência de seu centro em Dubai para crises como a do Líbano por meio de longas viagens terrestres, disse uma autoridade, mas o aumento dos custos de combustível pode dificultar as remessas caso a guerra com o Irã persista.

As remessas de ajuda do órgão global de saúde a partir dos Emirados Árabes Unidos estavam completamente congeladas, já que as rotas aéreas, marítimas e terrestres ficaram restritas pelo ⁠conflito ⁠com o Irã, iniciado em 28 ​de fevereiro ‌com ataques aéreos dos EUA e de Israel.

O Irã respondeu, disparando drones e mísseis contra instalações de energia e outras infraestruturas em todo o Golfo Pérsico, enquanto o grupo militante Hezbollah envolveu o Líbano ⁠na guerra regional disparando contra Israel em apoio ao seu patrono, ​o Irã.

Para contornar problemas de transporte, os Emirados Árabes Unidos forneceram financiamento ​para transportar suprimentos como insulina e kits ‌de emergência para ​o Líbano — ⁠onde mais de 3.000 pessoas foram feridas — via Arábia Saudita, Jordânia e Síria, assim como financiamento para voos fretados para outros pontos críticos como Cabul, no Afeganistão, ​disse uma autoridade da OMS.

‘O que está acontecendo são aumentos de custo e de tempo de espera, à medida que adotamos soluções alternativas’, disse à Reuters nesta quinta-feira Paul Molinaro, chefe de Operações, Suporte e Logística da ​OMS.

Uma autoridade dos Emirados Árabes Unidos confirmou o fornecimento de apoio aos parceiros.

Mas segundo Molinaro, o acúmulo de carga em Dubai não foi completamente eliminado, e ainda há remessas médicas menores que permanecem retidas.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho disse que planeja transportar ambulâncias para o Líbano por terra partindo de Dubai, mas os custos do transporte pelas ​estradas aumentaram cerca de 30% e houve atrasos nas fronteiras.

Questionado sobre o risco de ‌escassez de medicamentos, Molinaro disse estar ⁠mais preocupado com os aumentos do preço do petróleo, que levariam ao esgotamento dos estoques de combustível nos países mais pobres e à retenção ⁠de estoques de ajuda.

‘Podemos ter problemas sérios daqui ⁠a seis ou oito semanas’, disse ⁠ele. ‘Acho que sentiremos ⁠isso ​mais rapidamente do que a escassez de medicamentos, plásticos e equipamentos.’

(Reportagem de Emma Farge)

Fonte: antena1

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