9 viagens marcantes feitas por Paladar neste ano

Gastronomia9 viagens marcantes feitas por Paladar neste ano

Se o ‘paladar’ é a memória da língua, ele pode levar para lugares que você já visitou e às vezes nem se lembra. Recordar é trazer de volta sabores marcantes e histórias da boa comida. Ao longo de 2026, a equipe da nossa editoria também fez uma busca ativa e embarcou para muitos destinos, em busca das novidades gastronômicas que agucem os sentidos.

Em uma seleção especial, você confere hoje as 9 viagens que marcaram a equipe. Tudo para compor a contagem regressiva para o Prêmio Paladar que ocorre em 9 dias e vai revelar os destaques do ano.

Vale dizer que a edição do Prêmio Paladar 2026 reconhecerá um total de 30 vencedores, divididos igualmente em três categorias: dez restaurantes, dez bares e dez Destaques do Ano. Para garantir total transparência, rigor e imparcialidade ao processo, os critérios de avaliação e a metodologia da premiação foram desenvolvidos em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA Business School), que também acompanha o processamento dos votos dados pelo júri especializado.

Os selecionados serão revelados em 9 dias, em 31 de agosto, em cerimônia fechada aos convidados. Enquanto espera, você pode conferir os 9 destinos com culturas únicas e novas formas de observar a culinária, confira a seguir os destinos feitos pela editoria este ano:

Destino 1: Recife

Caranguejo, Ilha de Deus Foto: Pedro Lira Filho

A sede de Paladar é São Paulo e este ano o objetivo foi desvendar a capital de Pernambuco. Recife é conhecida pela sua diversidade cultural, rica herança histórica e culinária única. Entre bolo de rolo e cartola, a gastronomia local se expande pelo território trazendo pratos típicos, como a Tapioca do Alto da Sé, que se tornou Patrimônio Imaterial e Cultural da cidade.

Para explorar mais a região, a repórter Beatriz Yamamoto fez uma imersão de 15 dias no início do ano, junto a onda do filme indicado ao Oscar, Agente Secreto. Tudo para mostrar a tradição e a inovação culinária local.

Para descobrir mais sobre Recife, confira a a série completa no link.

Destino 2: as histórias de Ubatuba

Azul marinho, clássico de Ubatuba, com peixe e banana verde, que ganha uma coloração azul marinho ao ser cozida Foto: Giulia Howard/Estadão

A repórter Giulia Howard, acompanhada das chefs Janaína Torres, proprietária do Bar da Dona Onça, e Fatmata Bintaforam, de Serra Leoa, fez a expedição À Brasileira, criada por Janaína, em Ubatuba. A viagem tinha como objetivo apresentar ingredientes e práticas do litoral paulista e da Mata Atlântica à cozinheira africana, enquanto a própria chef do Brasil também conhecia mais a fundo a cultura caiçara de seu país.

Com passagens pelo Mercado Municipal de Pescados de Ubatuba, trilha fluvial, almoço no Quilombo da Fazenda e Praia do Bonete, a viagem trouxe um panorama da gastronomia local entrelaçada a sabores tradicionais da terra e sabedoria sobre o mar e suas fases.

Para acompanhar essa história de perto, não deixe de conferir a reportagem completa no link.

Destino 3: Buenos Aires, Argentina

O polvo, feito na pressão e depois finalizado no fogo, chega perfeito e delicioso na mesa do Ness Foto: Matheus Mans/Estadão

Em uma viagem à capital argentina, o repórter Matheus Mans trouxe as novidades gastronômicas diretamente de dentro das cozinhas portenhas. Sem abandonar a tradição culinária, o cenário atual mostra a expansão de técnicas, como o próprio fogo, e também inspirações mundial, como a culinária asiáticas e do Oriente Médio, nos clássicos curries, pakoras e labnehs.

Para discorrer mais sobre o assunto, a série de reportagens escutou o chef argentino Mariano Ramón, proprietário do tradicional Gran Dabbang, que discorre sobre a cena gastronômica diversa argentina, que está na 18° posição entre os 50 Melhores Restaurantes da América Latina, segundo a lista Latin America’s 50 Best Restaurants.

Além de contextualizar o leitor sobre o cenário atual, o repórter faz um roteiro com indicações de onde comer em Buenos Aires. Confira a reportagem no link.

Destino 4: Menton, França

Mirazur 20 anos: menu inédito de Mauro Colagreco com Ferran Adrià fica
em cartaz até maio Foto: Fernanda Meneguetti / Divulgação

Ao mencionar a cidade, é quase inevitável pensar no restaurante Mirazur. Celebrando suas duas décadas de história, o local – que já foi eleito como o melhor restaurante do mundo em 2019 – comemorou a data de forma especial. Ao lado do chef da casa, Mauro Colagreco, o aclamado chef espanhol Ferran Adrià assinou o menu especial do Mirazur nos almoços e jantares especiais feitos em abril deste ano.

Para cobrir o momento especial, a colunista de Paladar, Fernanda Meneguetti, foi convidada a ir ao restaurante francês e provar o cardápio especial ao lado dos dois chefs que já foram consagrados de 3 estrelas Michelin, além de terem chegado ao número um da lista do The World’s 50 Best Restaurants.

Meneguetti compartilha como foi comparecer ao evento: “Tive o privilégio-sorte-destino de acompanhar um momento em que duas das cozinhas mais importantes das últimas décadas se encontraram para pensar, juntas, sobre o que é criar”, disse.

“Estar ali, vendo esse processo se transformar em uma refeição, foi único: era história da gastronomia acontecendo diante de mim, ao alcance do garfo.”, finaliza a colunista de Paladar.

Confira a reportagem completa no link.

Destino 5: Equador

Jipijapa à base de amendoim Foto: Hotel del Parque / Divulgação

Em uma busca de histórias, culinária e cultura, a colunista de Paladar, Fernanda Meneguetti também embarcou para o Equador. Ao chegar no território, um novo horizonte se abriu: a complexidade do ceviche equatoriano.

A receita feita com peixe, leite de tigre, sal e frutas cítricas não é novidade, mas foi Gastón Acurio quem transformou o costume em fenômeno mundial, como fala a colunista em sua reportagem.

Para mostrar as diferentes versões do prato espalhadas pelo país, que podem ser feitas com peixes de carne branca, atum, polvo, concha-preta, camarão e até para o chocho, Fernanda explora a gastronomia local e conta ao leitor onde comer o melhor ceviche no Equador.

Ao relembrar da viagem, a colunista diz: “o Equador desmontou minha cabeça. Não fui para lá estudar ceviche – fui conhecer o país, sua cozinha, seus cozinheiros. No meio do caminho, senti que precisava rever o que entendia por esse prato.”, compartilha.

“Ele acabou sendo uma espécie de chave para compreender o país: a relação com o território, a importância do amendoim em Manabí, o diálogo entre ingredientes andinos e amazônicos, as diferentes texturas, sua onipresença dos mercados aos restaurantes de luxo e, sobretudo, a maneira como uma mesma palavra pode abrigar expressões tão distintas”, diz Fernanda Meneguetti. “Foi uma viagem que ampliou meu mapa”.

Confira a reportagem completa sobre o Equador no link.

Destino 6: Madrid, Espanha

Plateia Madrid Fusion 2026 Foto: Divulgação/Madrid Fusion

Em janeiro de 2026, aconteceu um dos maiores eventos gastronômicos do mundo: o Madrid Fusion. Para acompanhar o evento, a colunista de Paladar, Patrícia Ferraz, foi até a capital espanhola.

Durante o evento, o principal ponto de debate foi responder a pergunta: “Até onde o cliente pode escolher?”. Responsável por antecipar as tendências da gastronomia mundial, o Madrid Fusion reuniu mais de 300 chefs para discutir o tema, além de ser um evento focado em apresentar técnicas e novidades.

Ao falar sobre a cobertura, Patrícia lembra: “acompanhei a delegação carioca de chefs que participou do encontro. Foi importante para ouvir os debates atuais e também pelo contato e conversas com chefs como Ferran e Albert Adrià, Pia Leon, Dabiz Muñoz, Claude Troisgros e Rafa Costa e Silva, entre outros”, comenta.

“Aproveitei para visitar restaurantes em alta em Madrid, entre eles Diverxo, Ramon Freixa e Paco Roncero, no Casino de Madrid.”, finaliza.

Confira a reportagem completa sobre o Madrid Fusion 2026 no link.

Destino 7: Santiago de Compostela, Espanha

Vieiras em Santiago de Compostela Foto: Patrícia Ferraz/Arquivo Pessoal

Entre comer e rezar, o destino de Santiago de Compostela também tem sua espiritualidades gastronômicas, como diz Patrícia Ferraz. Em julho deste ano, a colunista de Paladar foi a cidade, local em que provou as vieiras, chamadas de conchas de abanico pelos espanhóis, pelo formato que lembra um leque.

No “Caminho de Santiago” de Patrícia, os frutos do mar da região Galícia também ganham destaque, além da torta de Santiago e os “vinhos espetaculares como o Albariño”, como afirma a colunista.

Leia a reportagem completa sobre o caminho gastronômico espanhol feito por Patrícia no link.

Destino 8: Sicília, Itália

Vinhedo na região do Etna Foto: Suzana Barelli / Arquivo Pessoal

Entre os diversos vinhedos europeus, os que estão perto do vulcão Etna, na Sicília, ganham cada vez mais importância dentro do mundo dos vinhos. Suzana Barelli, colunista de Paladar, destaca a região pelo perfil muito característico das uvas que crescem em solo vulcânico. Nos tintos, a variedade com os melhores vinhos é a nerello mascalese, e nos brancos, a carricante, compartilha a sommelier.

A oportunidade de provar tais vinhos surgiu em maio deste ano com a 22ª edição do Sicilia En Premier, um evento focado em degustações e masterclasses com os vinhos de toda a ilha e realizado na cidade de Palermo.

O apreço pela viagem veio pela diversidade encontrada. “No sul da Itália, a Sicília traz uma ampla diversidade das uvas e estilos de vinhos, alguns mais concentrados, como os elaborados com a nero d’avola, outros brancos frescos, como os feitos com a grillo. O evento promove esta diversidade siciliana nas taças”, contou a colunista.

Confira a reportagem completa sobre os vinhos ao redor do vulcão Etna no link.

Destino 9 Borgonha: França

Garrafas de vinho de Deux Roches Foto: Suzana Barelli / Divulga

Com passagem por diversas cidades da região da Borgonha – conhecida pelos seus vinhos -, Suzana Barelli, colunista de Paladar, trouxe em quatro episódios a diversidade da região quando assunto é a bebida.

A viagem apresentou dois focos. O primeiro foi Chablis, que fica ao norte e é conhecida por seus brancos elaborados com a chardonnay, como explica Suzana.

“Aqui uma das melhores harmonizações é com as ostras. O toque iodado do mar combina com as notas mais minerais do vinho. O melhor são as ostras frescas, como as que comemos no Bistrô des Grands Cru”, explica a somellier.

A segunda parada foi conhecer as regiões Côte de Beaune e a Côte de Nuit. “Nestas regiões, a chardonnay (branca) e a pinot noir (tinta) seguem como variedades principais, mas tem espaço também para a aligoté, uma variedade branca que vem ganhando prestígio”, conta Suzana. “E entre os vários restaurantes, o destaque foi o menu gastronômico da Caves Madeleine”, apontou a colunista.

Para saber mais sobre o diário de bordo da Borgonha, confira a coluna de Suzana no link.



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