Posso me lembrar como se fosse ontem. Planejando toda a minha agenda na noite de quarta-feira para a minha TV imperdível: America’s Next Top Model. Eu e minhas meninas nos reuníamos em volta da televisão e engasgávamos com todos os desafios malucos que as mulheres teriam que enfrentar (e como os palestrantes como a Sra. Jay, o Sr. Jay, Tyra e Nigel Barker reagiriam)!
Agora, mais de uma década depois, a Netflix está trazendo de volta toda aquela boa nostalgia dos anos 2000 com Reality Check: Inside America’s Next Top Model, com estreia em 16 de fevereiro.

A ANTM moldou a compreensão de modelagem de uma geração inteira. Isso nos proporcionou momentos de alta moda, penteados icônicos e drama digno de pipoca. Embora algumas coisas tenham sido obviamente excitantes e chocantes, olhando para trás, sabemos agora que muitas coisas (mudar de etnia, alguém?) simplesmente não funcionariam no clima cultural de hoje.

A nova série documental investiga os momentos desconfortáveis – as críticas que pareciam muito duras, as escolhas de edição que remodelaram as narrativas, o impacto emocional que a competição teve sobre as jovens que muitas vezes tinham apenas 18 ou 19 anos de idade. Os ex-concorrentes falam abertamente sobre as pressões da imagem corporal, os desafios controversos e a linha tênue entre a orientação e o drama fabricado. Alguns participantes abraçam a reflexão. Outros criticaram publicamente o projecto, questionando se a indústria realmente aprendeu com o seu passado.

O que torna este documentário oportuno não é apenas a nostalgia – é a responsabilidade. Em 2003, os reality shows ainda eram o velho oeste. A mídia social não existia como existe agora. Não houve discurso público instantâneo. Hoje, o público exige transparência. Eles querem saber o que aconteceu nos bastidores. Eles querem contexto. Eles querem crescimento.

Ao mesmo tempo, não vamos reescrever a história sem reconhecer o impacto. A ANTM abriu portas. Ele apresentou aos espectadores a diversidade na modelagem em uma época em que as revistas de moda eram muito menos inclusivas. Colocou concorrentes plus size, LGBTQ + e mulheres de diferentes origens no horário nobre da televisão. Para muitas mulheres que assistiram, inclusive eu, essa visibilidade era importante.

Verificação da realidade: Por dentro da próxima top model da América parece menos uma queda e mais um acerto de contas – um momento para examinar o quão longe avançamos em moda, mídia e representação, e até onde ainda precisamos ir. Se você estava obcecado com as reformas, viveu para os desafios da passarela ou questionou as decisões do painel de jurados todas as semanas, esta série nos convida a olhar para trás com lentes mais nítidas.

E se tem uma coisa que a moda sempre fez bem é evoluir. O dia 16 de fevereiro pode apenas nos lembrar que o crescimento, mesmo quando confuso, ainda é um progresso.
