Unesco diz que 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo

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A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco*, afirma que o mundo tem 273 milhões de crianças fora da escola. Uma crise que entra pelo sétimo ano consecutivo.

O alerta foi feito em Paris, sede da agência da ONU, que aponta crescimento populacional e redução de orçamento como alguns dos fatores para a ausência de alunos nos bancos escolares. 

Definição de metas

Essa é a principal conclusão do Relatório de Monitoramento Global da Educação, GEM, 2026. O documento da Unesco é uma referência mundial sobre a situação da educação. 

Em todo o mundo, uma em cada seis crianças em idade escolar está excluída da educação, e apenas dois em cada três estudantes terminam a educação secundária. Ainda assim, muitos países têm registrado progressos significativos, o que evidencia a importância do contexto nacional na definição de metas e na formulação de políticas.

O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, disse que o relatório confirma uma tendência alarmante, com um número crescente, a cada ano, de jovens privados de educação em todo o mundo. Mas para ele, existe esperança de que esse quadro mude, pois desde 2000 as matrículas na educação primária e secundária aumentaram, em termos gerais, em 30%, e muitos países têm alcançado avanços significativos. 

Em 16 de agosto de 2022, em Kharkiv, Ucrânia, Mariia, de 12 anos, em frente à escola onde começaria a sétima série

© Unicef/UN0689481/Ashley Gilbe

Em 16 de agosto de 2022, em Kharkiv, Ucrânia, Mariia, de 12 anos, em frente à escola onde começaria a sétima série

África Subsaariana

O documento mostra que o progresso na permanência de crianças na escola desacelerou em quase todas as regiões desde 2015, com uma desaceleração acentuada na África Subsaariana, sobretudo em razão do crescimento populacional. 

Diversas crises e conflitos também comprometeram os avanços. Mais de uma em cada seis crianças vive em áreas afetadas por conflitos, representando milhões a mais fora da escola, além daqueles identificados pelas estatísticas.

No Oriente Médio, as tensões regionais em curso atualmente forçaram o fechamento de muitas escolas, deixando milhões de crianças fora das salas de aula e sob maior risco de atraso educacional. Apesar dos desafios, o Relatório GEM 2026 registra conquistas.

Taxas de exclusão escolar

Desde 2000, alguns países reduziram as taxas de exclusão escolar em pelo menos 80%, como Madagascar e Togo entre crianças, Marrocos e Vietnã entre adolescentes, e Geórgia e Turquia entre jovens. No mesmo período, Cote d’Ivoire ou Costa do Marfim reduziu pela metade suas taxas de exclusão nas três faixas etárias.

Com 1,4 bilhão de estudantes matriculados em 2024, a quantidade mundial de matrículas aumentou em 327 milhões, ou 30%, na educação primária e secundária desde 2000. Também ocorreu um aumento de 45% na pré-escola e de 161% na educação pós-secundária. Isso equivale a mais de 25 crianças que obtêm acesso à escola a cada minuto.

A taxa de matrícula na educação primária da Etiópia aumentou de 18%, em 1974, para 84%, em 2024, e a expansão do acesso ao ensino superior na China cresceu em um ritmo sem precedentes, passando de 7%, em 1999, para mais de 60%, em 2024.

Em grande medida, as disparidades de gênero na educação primária e secundária foram reduzidas em média. No Nepal, por exemplo, as meninas alcançaram rapidamente os meninos, e, em algumas regiões, os superaram, graças a reformas sustentadas em favor da igualdade de gênero.

Mais crianças estão concluindo, e não apenas iniciando, sua educação: desde 2000, a taxa mundial de conclusão aumentou de 77% para 88% na educação primária, de 60% para 78% nos finais do ensino fundamental e de 37% para 61% no ensino médio.

Entretanto, com as atuais taxas de expansão, o mundo alcançaria 95% de conclusão do ensino médio somente em 2105.

Escolas em Gaza foram transformadas em abrigos para deslocados

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Financiamento equitativo

O relatório também destaca um compromisso mundial crescente com a inclusão. Ao mapear políticas desde o ano 2000, observa-se que a proporção de países com leis sobre educação inclusiva aumentou de 1% para 24%, enquanto aqueles que preveem, em sua legislação, a educação de crianças com deficiência em ambientes inclusivos passou de 17% para 29%. 

A proporção de países que adotam uma série de mecanismos de financiamento — transferências para administrações subnacionais, para escolas e para estudantes e suas famílias — voltados a beneficiar populações em situação de vulnerabilidade na educação primária e secundária mais do que quadruplicou nos últimos 25 anos. Por exemplo, 76% dos países têm políticas para realocar recursos em favor de escolas desfavorecidas.

*Texto adaptado com informações da Unesco

Fonte: veja.abril

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