tendência acelera busca por alternativas ao DNA de salmão e outros ativos de origem animal

Belezatendência acelera busca por alternativas ao DNA de salmão e outros ativos...

Da fermentação às microalgas, especialista da in-cosmetics Latin America explica como nova geração de ingredientes cosméticos une alta performance, rastreabilidade e menor impacto ambiental

Na busca por substituir ativos de origem animal, quais os avanços mais recentes e promissores da indústria de beleza? A resposta está na biotech beauty, tendência global que atende tanto a demanda crescente de consumo de produtos sustentáveis quanto dá alternativas às empresas do setor para o desenvolvimento seguro de novas formulações. A discussão do momento, destaca Emiro Khury, especialista técnico da in-cosmetics Latin America, é a substituição do PDRN, usado em produtos anti-idade e tradicionalmente associado ao DNA de salmão por novas fontes dos mesmos ativos, agora de origem vegetal como microalgas e fermentação.

De acordo com Khury, o movimento reflete uma transformação estrutural da indústria de beleza. “O mercado vive mudanças impulsionadas pela combinação de ciência, sustentabilidade e rastreabilidade. A biotecnologia surge como alternativa estratégica para a criação de ingredientes de alta performance, reduzindo a dependência de matérias-primas de origem animal”, explica. Neste cenário, o PDRN (polidesoxirribonucleotídeos) vem motivando pesquisas para obtenção de versões com origem em rotas biotecnológicas mais sustentáveis.

Ele adianta, ainda, que a tendência deve ser um dos destaques da in-cosmetics Latin America, principal evento com foco em matérias-primas para cosméticos, confirmado para acontecer nos dias 23 e 24 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Como exemplo, ele cita o AlgaSurge™, da Clariant, que tem como base a microalga vermelha Porphyridium cruentum. O ativo foi estudado como alternativa ao ácido hialurônico e ao PDRN de origem animal, dentro de uma linha de pesquisa voltada à regeneração e hidratação da pele.

Dados da fabricante mostram que os ensaios in vitro apontaram aumento na produção de pró-colágeno I, colágeno III e ácido hialurônico. Já nos testes clínicos comparativos, o AlgaSurge™ apresentou melhora da densidade, elasticidade e luminosidade da pele, além da redução da perda de água e de rugas após 28 dias de uso. Sobre o avanço dessas soluções, o especialista diz: “não é uma busca só por eficácia, mas com preocupação sobre a origem, impactos e transparência de toda a cadeia produtiva que, com certeza, será sentida no evento deste ano, da programação educacional às apresentações das marcas nos estandes.

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