Shakira arrasa em performance de abertura da Copa do Mundo 2026, mas escorrega no figurino

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Quando Shakira entrou em cena no Estádio Azteca, na Cidade do México, para cantar “Dai Dai”, o hino oficial da Copa do Mundo de 2026, nesta quarta-feira 11, ficou evidente por que ela se tornou um dos rostos mais associados ao futebol nas últimas décadas. A cantora colombiana dominou o palco com a energia de sempre, dançou como poucas conseguem fazer e entregou um daqueles momentos memoráveis.

Mas, se a performance de Shakira foi digna da grandiosidade do evento, o figurino deixou uma sensação curiosa: faltou impacto. A proposta parecia seguir uma linha mais contemporânea e funcional, privilegiando movimento, conforto e liberdade para a coreografia. O visual apostou em uma estética enxuta, próxima da linguagem que a colombiana vem explorando em sua atual fase artística. A escolha fazia sentido para quem precisava cantar e dançar diante de dezenas de milhares de pessoas no estádio e de milhões de espectadores ao redor do mundo. O problema é que a Copa do Mundo não é um show qualquer.

Historicamente, as apresentações ligadas ao torneio sempre flertaram com o espetáculo absoluto. A própria Shakira ajudou a construir essa expectativa. Em 2010, quando eternizou “Waka Waka”, ela surgiu em um figurino criado por Roberto Cavalli que traduzia o espírito festivo e exuberante do evento. O look tinha textura, movimento, personalidade e presença visual. Até hoje é impossível dissociar a roupa da performance.

Desta vez, porém, o conjunto pareceu mais próximo de um figurino de turnê do que de uma abertura de Mundial. Faltaram elementos cenográficos, um trabalho mais elaborado de construção de imagem e aquele fator surpresa que transforma um look memorável. Em um palco que reuniu tecnologia, referências à cultura mexicana e uma produção monumental, o visual dela acabou ficando em segundo plano.

Isso não significa, no entanto, que tenha sido uma escolha ruim. Apenas modesta demais para a ocasião. É fato que Shakira continua sendo uma performer rara, daquelas capazes de fazer o público esquecer quase tudo ao redor quando a música começa. Talvez por isso, o figurino não tenha comprometido tanto assim o resultado final.

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Ainda assim, fica a impressão de que a mulher que transformou “Waka Waka” em um fenômeno global merecia um look à altura não só da Copa, mas do próprio legado. Porque, em uma abertura de uma Copa do Mundo, não basta só cantar para o mundo, mas vestir a ocasião.

 

Fonte: veja.abril

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