Na cozinha, o azeite faz diferença de verdade. Ele finaliza pratos, realça ingredientes e pode transformar receitas simples em preparos mais interessantes. Por isso, escolher um bom rótulo é essencial, especialmente para quem usa azeite nas receitas do dia a dia.
E os brasileiros já provaram que entregam qualidade. Com mais investimento em técnica e controle de produção, os produtores nacionais vêm colocando no mercado azeites frescos, equilibrados e com perfil sensorial bem definido, ideais tanto para finalizar pratos quanto para cozinhar.
O que faz um azeite ser bom?

Azeite Foto: Creaktiva/Adobe Stock
Frescor é um dos principais critérios. Na hora da compra, vale observar as datas de fabricação e validade. Quanto mais recente, maior a chance de encontrar aromas mais vivos e sabor mais definido. Amargor e picância equilibrados também indicam boa qualidade sensorial.
É importante explicar que um azeite oxidado não está estragado. Isso significa apenas que ele perdeu parte do aroma e do sabor ao longo do tempo. Ele não faz mal à saúde, mas pode ter menos intensidade e menos frescor no paladar.
Por que escolher azeites brasileiros?

Azeite Foto: Dušan Zidar/ Adobe Stock
“O azeite é um líquido vivo, que se degrada ao longo do tempo”, explica o especialista Sandro Marques, autor de Extrafresco: o guia de azeites do Brasil. Como percorrem distâncias menores até chegar ao consumidor, muitos rótulos nacionais tendem a chegar mais frescos às prateleiras, fator que influencia diretamente a experiência final.
Quem provou esses azeites?

Jurados especialistas do teste de azeite. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Além de Sandro Marques, os chefs Denis Orsi, Luciano Nardelli e Victor Senna foram jurados do teste, avaliando o aroma, sabor, amargor e picância das amostras em degustação às cegas.
Como foi a degustação às cegas?

Degustação às cegas de azeite. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
As amostras foram compradas em grandes redes de São Paulo, sem que as marcas soubessem que participariam. Para garantir o anonimato, os azeites foram servidos em copinhos numerados. Durante a prova, duas marcas foram retiradas por estarem oxidadas. Os chefs degustaram as onze marcas restantes e elaboraram um ranking com as melhores, que você confere a seguir.
Os melhores azeites brasileiros até R$ 120
3º Orfeu

No terceiro lugar do pódio, o azeite Orfeu – arbequina conquistou o Selo Bronze na degustação do Paladar. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Aromático e frutado, com notas de maçã, amargor e picância presentes. Produzido entre a Mogiana Paulista e o sul de Minas. (Casa Sanra Luzia – R$ 119,99; 250 ml)
2º Lagar H

Em segundo lugar, o azeite Lagar H – arbequina conquistou o Selo Prata nesta degustação do Paladar. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Notas herbáceas, leve picância e amargor pronunciado. Produzido no Rio Grande do Sul. (St Marche – R$ 76,90; 250 ml)
1º Sabiá

No topo do pódio, azeite Sabiá – Arquebina conquistou o Selo Ouro nesta degustação do Paladar. Foto: Tiago Queiroz/Estad
Complexo, frutado, com notas de goiaba e alecrim fresco, amargor e picância equilibrados. (Casa Santa Luzia – R$ 121,00; 250 ml)
Receitas com azeite

Peixe assado, do restaurante Myk Foto: Jean Carniel/Estadão
Depois de escolher um bom azeite, é hora de usar na prática. Selecionamos três receitas para valorizar o ingrediente: escabeche de sardinha, peixe assado à grega e carpaccio de polvo. Preparos simples que ajudam a perceber como o azeite faz diferença no sabor final do prato.
Quer ver todos os azeites testados? Confira a matéria completa e as avaliações detalhadas de todos os jurados.

Degustação às cegas de azeite brasileiro até R$120 Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Paladar Testou: Azeite brasileiro
