O mercado global de carros elétricos está sem energia (exceto para a BYD)

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A BYD está andando na direção oposta à do mercado global de carros elétricos. Enquanto muitas montadoras empilham dificuldades para tracionar suas operações, a fabricante chinesa tem conseguido acelerar seus planos de crescimento.
A companhia concluiu na terça-feira, 4 de março, o follow on de ações na bolsa de Hong Kong. A operação levantou US$ 5,6 bilhões em uma venda de quase 130 milhões de papéis. Essa foi a maior oferta global subsequente de ações de uma montadora de automóveis em uma década.
A ação da montadora chegou a recuar perto de 7% após a oferta, mas acumula cerca de 30% de valorização no ano. O valor de mercado da companhia é de US$ 142 bilhões.
Na China, os carros da BYD respondem por cerca de um terço de todos os novos veículos elétricos vendidos, incluindo carros 100% a bateria e híbridos. No documento do follow on, a montadora informou que os recursos serão utilizados para “avançar ainda mais suas capacidades tecnológicas e acelerar sua expansão no exterior”.
A BYD, que tem sede em Shenzhen, vem expandindo agressivamente nos principais mercados do mundo e tem linhas de produção em construção na Hungria, na Turquia e no Brasil.
O follow on da BYD, que tem Warren Buffett entre seus investidores, atraiu fundos long-only, fundos soberanos e o family office Al-Futtaim, sediado nos Emirados Árabes Unidos, como um investidor estratégico. O grupo Al-Futtaim é o responsável pela distribuição dos carros da marca nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita.
O sucesso da oferta da BYD é um caminho para outras empresas trocarem a bolsa de valores da China pela de Hong Kong – mais atrativa para investidores estrangeiros.
A CATL, por exemplo, maior fabricante de baterias EV do mundo, e a montadora Chery entraram com pedido de listagem em Hong Kong em fevereiro.
Bateria (quase) esgotada
O promissor mercado de veículos elétricos vem sendo um problema para as tradicionais montadoras. Há poucas semanas, Nissan e Honda desistiram de uma fusão que começou a ser estruturada com a ascensão (e o domínio) dos carros chineses elétricos pelo mundo.
No fim de 2024, a Stellantis, dona de marcas globais como Peugeot, Citroën, Jeep, Fiat, entre outras, enfrentava o fiasco de venda do Fiat 500e no mercado americano. O modelo compacto elétrico teve apenas 400 unidades comercializadas nos EUA no ano passado. O problema é que as vendas baixas do modelo não se limitam a um único mercado.
A Ford também vem enfrentando dificuldades e teve perdas de US$ 1,2 bilhão no segmento de veículos elétricos e de custos relacionados a recalls de segurança no último balanço publicado, referente ao terceiro trimestre do ano passado. A perda afetou o caixa da montadora.
Em paralelo à dificuldade das grandes marcas globais, as startups de veículos elétricos têm ficado pelo caminho.
A Nikola, que se tornou uma empresa pública em 2020 via SPAC, com um valuation de US$ 3,3 bilhões e chegou a ter um valor de mercado 10 vezes maior, entrou com pedido de recuperação judicial.
No processo, a companhia informou que possui apenas US$ 47 milhões em caixa e que não conseguirá prestar serviços aos clientes até o fim de março. A companhia diz que perdeu US$ 3,6 bilhões em capital investido desde o início de suas operações.
A empresa é mais uma vítima do mau momento que atinge o segmento de carros elétricos, que vitimou também nomes como Fisker Automotive, Lordstown Motors e Electric Last Mile Solutions, todas tendo que recorrer à recuperação judicial.
No fim do ano passado, o Wall Street Journal apurou que 54 empresas, entre montadoras e fabricantes de baterias, não têm dinheiro em caixa para atravessar 2025.

Fonte: Neofeed

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