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Quais os desafios operacionais da Riachuelo? A empresa sempre teve muitas coisas boas, mas faltava foco. Estamos reduzindo o endividamento da companhia, que era de 2 bilhões de reais, para 700 milhões de reais. Mas não é o suficiente. Com juros altos, é melhor operar com dívida líquida próxima de zero. Isso não significa não ter dívida, mas equilibrar com caixa. Tudo vai depender do nosso ciclo de investimentos.
A companhia deve superar 1 bilhão de reais em investimentos no ano. Isso mostra a força do setor apesar do momento econômico? O Brasil nunca é fácil. Juros altos, incertezas fiscais e políticas sempre existem. Mas o país também oferece muitas oportunidades. O que diferencia os vencedores é a visão de longo prazo. Nós seguimos investindo, ajustando nossa proposta de valor e melhorando a experiência do consumidor. Isso nos permite atravessar cenários desafiadores e ainda assim crescer.
A Riachuelo e outros competidores têm sido muito vocais sobre a concorrência de varejistas asiáticas. Como avançar no mercado apesar da competição estrangeira? Precisamos de igualdade tributária. A reforma resolve parcialmente esse problema. Hoje, quando a Riachuelo traz um produto de Bangladesh, paga até 90% de impostos, enquanto as plataformas asiáticas pagam metade disso. É matemática, mas eu acredito que em algum momento a justiça será feita. É um tema impopular, mas o governo sabe que é justo.
Com reportagem de Bruno Andrade
Publicado em VEJA, janeiro de 2026, edição VEJA Negócios nº 22
Fonte: veja.abril
