Na B3, recorde do Ibovespa passa longe do bolso do investidor brasileiro

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O Ibovespa alcançou 177.742 pontos, com alta de 10% no ano e 45% em 12 meses. No entanto, a rentabilidade não beneficiou os brasileiros, que reduziram sua participação na bolsa em 23% de janeiro a novembro, optando por renda fixa.
Em janeiro, investidores de varejo representaram apenas 11% do volume negociado, a menor taxa em anos. Apesar da alta do índice, a B3 perdeu 122.715 pessoas físicas entre outubro e dezembro, embora o total de investidores com custódia tenha subido 2,05% para 3,98 milhões.
Os fundos de ações enfrentaram resgates significativos, com pessoas físicas retirando R$ 19,4 bilhões. Em contraste, investidores internacionais foram os maiores compradores, injetando R$ 26,87 bilhões na bolsa. Essa entrada de capital estrangeiro está ligada à rotação de carteira global, favorecendo o Brasil, que é visto como um mercado de valor.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O Ibovespa bateu um novo recorde ao registrar 177.742 pontos na máxima do pregão de quinta-feira, 22 de janeiro. Com a marca, o índice de referência da bolsa brasileira acumula alta de 10% neste início de 2026 e de 45% em 12 meses.
Apesar do forte desempenho do mercado de ações local, grande parte dessa rentabilidade não encheu o bolso do investidor brasileiro, que reduziu expressivamente sua posição na bolsa de valores no ano passado.
Dados mais recentes da Anbima mostram que, de janeiro a novembro de 2025, os investidores de varejo reduziram em 23% sua participação direta em ações, enquanto aumentaram a exposição a produtos de renda fixa. No segmento private, essa relação ficou quase no zero a zero, sem acompanhar o crescimento do valor das ações.
Em janeiro deste ano, a participação de pessoas físicas tem representado 11% do volume negociado, a menor taxa dos últimos anos. Em 2025, essa fatia foi de 12,4% e, em 2020, de 21,4%.
Mesmo com a bolsa em alta, entre outubro e dezembro do ano passado, a B3 registrou queda de 122.715 pessoas físicas em sua plataforma. Ainda assim, o número total de investidores com posição em custódia subiu 2,05% no ano, para 3,98 milhões, sendo a grande maioria pessoas físicas.
Embora a variação tenha sido positiva, a taxa de crescimento foi a menor dos últimos anos. Em 2024, mesmo com o Ibovespa em queda de 10%, o número de investidores com posição em custódia aumentou 5,32%. Em 2023, essa taxa foi de 8,65%; em 2022, de 9,76%; e, em 2021, de 27,2%.
O período também foi marcado pela menor taxa de crescimento de pessoas físicas com posição em custódia na bolsa nos últimos anos.
Em 2025, o aumento foi de 2,05%, para 3,98 milhões de investidores. Em 2024, mesmo com o Ibovespa em queda de 10%, o crescimento de investidores com posição em custódia foi de 5,32%. Em 2023, essa taxa foi de 8,65%; em 2022, de 9,76%; e, em 2021, de 27,2%.
A redução das posições em bolsa também ocorreu por meio dos fundos de ações, dos quais as pessoas físicas foram responsáveis por R$ 19,4 bilhões dos R$ 53 bilhões resgatados de janeiro a novembro, segundo os números mais recentes da Anbima. No ano, a categoria de fundos perdeu R$ 54 bilhões em resgates.
Os pedidos de resgate fizeram dos fundos locais os maiores vendedores de ações na bolsa brasileira. Do outro lado do balcão, o investidor internacional foi o maior comprador, que entrou de forma consistente e ganhou tanto com a valorização dos ativos quanto com a apreciação do real. Em dólar, o índice subiu 51% na comparação anual.
Com aportes regulares, o estrangeiro colocou R$ 26,87 bilhões na bolsa brasileira no ano passado. Nessas primeiras semanas de 2026, a bolsa recebeu mais de R$ 8,77 bilhões de capital externo.
A forte entrada de fluxo estrangeiro teve relação com a rotação de carteira no exterior, com investidores reduzindo a concentração em ativos americanos e de crescimento.
Nos últimos meses, analistas do Santander pontuaram que o movimento foi intensificado pela migração de ações de crescimento para ações de valor nas carteiras globais.
Esse movimento também beneficiou o mercado local, mais concentrado em bancos e commodities, e deve continuar favorecendo a entrada de capital no país, segundo os especialistas.
“Acreditamos que essa rotação ainda tem espaço para continuar nos próximos meses. Isso é favorável para o Brasil, que é amplamente percebido como um mercado de valor”, afirma o Santander em relatório.

Fonte: Neofeed

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