Inteligência artificial deixa de ser tendência e vira ferramenta de sobrevivência para empresas

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Com avanço acelerado, IA passa a operar no centro dos negócios e redefine como empresas vendem, atendem, tomam decisões e competem

A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito às grandes empresas de tecnologia e passou a ocupar um papel central na estratégia de companhias de todos os portes. Em 2026, a adoção da tecnologia já não é apenas um diferencial competitivo, mas um fator determinante para crescimento, eficiência e sustentabilidade dos negócios.

Para Andrey Tresso, engenheiro de dados com atuação em inteligência artificial e analytics aplicados a negócios, a mudança de status da tecnologia é clara. “A IA não é mais um projeto paralelo ou experimental. Ela está entrando no core das empresas, impactando diretamente receita, custo e tomada de decisão. Quem não incorporar essa lógica vai competir em desvantagem”, afirma.

O avanço é expressivo. Dados do AI Index Report 2026, da Universidade Stanford, mostram que a adoção organizacional de IA chegou a 88% entre as empresas analisadas, enquanto a IA generativa atingiu cerca de 53% da população em apenas três anos, ritmo superior ao de tecnologias como o computador pessoal e a internet em períodos comparáveis. O investimento corporativo global também ultrapassou US$ 581 bilhões em 2025.

Na prática, a inteligência artificial deixa de ser vista como inovação pontual e passa a atuar como infraestrutura de competitividade.

Esse movimento marca uma nova corrida empresarial. Ferramentas que antes eram utilizadas de forma isolada agora evoluem para aplicações integradas que automatizam processos inteiros. Empresas já utilizam IA para prever demanda, otimizar operações, analisar contratos, gerar relatórios financeiros, personalizar atendimento e apoiar decisões comerciais.

Levantamento global da McKinsey aponta que 88% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma função de negócio. No entanto, apenas uma parcela menor conseguiu escalar essas iniciativas, o que indica uma janela de oportunidade para empresas que conseguirem transformar testes em ganhos concretos de produtividade.

Outro avanço relevante é a chegada dos agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas em múltiplas etapas de forma autônoma.

“A evolução mais importante agora não é a IA que responde, mas a IA que executa. Os agentes representam uma mudança estrutural, porque passam a atuar como assistentes operacionais dentro das empresas”, explica Tresso.

Esse cenário também transforma o perfil profissional. Relatórios do Fórum Econômico Mundial indicam que habilidades relacionadas à inteligência artificial e dados estarão entre as mais demandadas até 2030.

“O profissional mais valorizado será aquele que entende o negócio e sabe usar tecnologia para resolver problemas reais. Não é sobre substituir pessoas, mas sobre ampliar capacidade de execução”, diz Tresso.

A inteligência artificial não substituirá empresas. Mas empresas que utilizam IA tendem a superar aquelas que permanecem presas a processos manuais e pouco orientados por dados.

Em 2026, a pergunta deixou de ser quando a IA vai chegar. Ela já faz parte da realidade. O novo desafio é decidir por onde começar a transformação.

Andrey Tresso é engenheiro de dados com experiência em construção de pipelines escaláveis em PySpark e SQL, modelagem dimensional e integração de dados com foco em governança em ambientes como Databricks e Microsoft Fabric. Possui atuação próxima a áreas de negócio, traduzindo dados em indicadores estratégicos. Tem mais de 10 anos de experiência nas áreas de finanças e controladoria. É MBA em Inteligência Artificial, Data Science e Big Data para Negócios pelo IBMEC, pós-graduado em Data Science e Machine Learning pela XP Educação e graduado em Gestão Financeira pela FAM.

Arquivo pessoal

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