ESG e o futuro dos eventos: uma reflexão necessária

ColunasESG e o futuro dos eventos: uma reflexão necessária

Por Claudio Moyses

O setor de eventos sempre foi um termômetro das transformações sociais, econômicas e culturais. Mais recentemente, passou também a refletir – e a impulsionar – uma agenda cada vez mais urgente: a sustentabilidade. Foi justamente essa reflexão que motivou a realização do Experience Day, encontro promovido no Espaço Immensità, em São Paulo, que reuniu profissionais do turismo, da hotelaria e do mercado de eventos para debater tendências e desafios ligados ao ESG.

Durante a palestra “ESG: para onde caminha a humanidade”, que tive a oportunidade de conduzir, buscamos provocar uma análise profunda sobre o momento atual do planeta e o papel das empresas na construção de um futuro mais equilibrado. A questão ambiental deixou de ser um tema periférico e se tornou um elemento central na estratégia das organizações, inclusive na indústria de eventos, tradicionalmente associada a grande consumo de recursos.

Quando revisamos a trajetória das grandes conferências ambientais globais — de Estocolmo, em 1972, passando pela Rio 92, Joanesburgo, Rio+20 e as recentes Conferências do Clima (COPs), incluindo a histórica COP30 no Brasil — fica evidente que houve avanços importantes, mas também desafios que se intensificaram. A geração crescente de resíduos, o consumo acelerado e a baixa taxa global de reciclagem são apenas alguns dos indicadores que evidenciam a necessidade de mudança estrutural.

Hoje, produzimos milhões de toneladas de plástico todos os anos, grande parte sem destino adequado. A indústria têxtil e a eletrônica, por exemplo, são responsáveis por volumes gigantescos de descarte precoce, muitas vezes sem qualquer processo sustentável. Esses dados, quando apresentados ao público do Experience Day, causaram impacto imediato, principalmente porque muitos profissionais perceberam o quanto o setor de eventos também participa dessa equação.

Eventos corporativos, feiras, congressos e convenções têm enorme capacidade de influência. Eles não apenas movimentam a economia, mas também moldam comportamento, estimulam inovação e podem disseminar práticas responsáveis. Por isso, discutir ESG nesse contexto é mais do que pertinente — é estratégico.

Foi nesse ambiente de reflexão que apresentamos também o Prêmio Consciência Ambiental/Immensità, iniciativa que chega à sua quinta edição em 2026 e já reconheceu mais de uma centena de projetos socioambientais em todo o Brasil. A premiação tem um propósito claro: dar visibilidade a soluções que funcionam, incentivar sua replicação e conectar diferentes atores em torno da sustentabilidade e as inscrições para esta 5ª edição estão abertas e podem ser feitas pelo site premioconscienciaambiental.com.

Tenho convicção de que a divulgação dessas iniciativas cria um efeito multiplicador. Quando empresas, instituições e organizações sociais compartilham suas boas práticas, inspiram outras a fazer o mesmo. É um movimento que começa localmente, mas pode gerar impacto global — algo que gosto de comparar ao chamado “efeito borboleta” da sustentabilidade.

A edição de 2026 do prêmio contará, inclusive, com o apoio de importantes lideranças e terá como patrono o psiquiatra e escritor publicado em mais de 90 países, Augusto Cury, que abordará na cerimônia o tema “Planeta Terra, planeta mente: como construir o futuro sustentável da humanidade”. Essa conexão entre consciência ambiental e consciência humana é fundamental, pois sustentabilidade não é apenas técnica ou econômica. É também cultural e comportamental.

Acredito que o setor de eventos tem um papel decisivo nesse processo. Espaços preparados para práticas ESG, hotelaria integrada, logística eficiente e comunicação responsável tornam-se diferenciais competitivos. Mais do que isso, tornam-se parte da solução. O Experience Day reforçou essa percepção: profissionais estão atentos, empresas buscam posicionamento sustentável e o mercado caminha para uma maturidade cada vez maior nessa agenda. A sustentabilidade deixou de ser tendência para se tornar requisito.

O desafio agora é transformar consciência em ação contínua. E, nesse sentido, iniciativas como o Prêmio Consciência Ambiental funcionam como catalisadores importantes para inspirar, reconhecer e ampliar o alcance das boas práticas. Se queremos um futuro viável, precisamos agir no presente, com consistência, colaboração e propósito e o site premioconscienciaambiental.com mostra com mais detalhes a importância deste caminho.

(*) Claudio Moyses é idealizador e CEO do Prêmio Consciência Ambiental

Sobre o Espaço Immensità

O Espaço Immensità foi o primeiro empreendimento do Brasil a receber o Certificado de Alta Qualidade Ambiental (AQUA n° 001), ligado ao HQE™, órgão francês de certificação de empreendimentos considerada uma das certificações ambientais mais importantes do mundo. Um empreendimento com esta certificação garante menor demanda sobre as infraestruturas urbanas, menor demanda de recursos hídricos, redução das emissões de Gases de Efeito Estufa, redução da poluição, menor impacto à vizinhança, melhor gestão de resíduos sólidos, melhor gestão de riscos entre outros benefícios. Usando esta mesma consciência, o Immensità decidiu ser um agente de transformação ambiental,, criando algo que pudesse incentivar empresas/organizações/entidades à divulgar suas realizações ambientais e, com isso, ser um veículo de benchmarking influenciando o aumento de ações neste sentido. Assim foi criado o Prêmio Consciência Ambiental / Immensità que está com as inscrições abertas para a sua 5ª edição.

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