
Na reportagem, o veículo afirma que Collor ficou cerca de 36 horas com a tornozeleira eletrônica desligadaFoto: Antonio Augusto/STF/ND Mais ; Renan Olaz/CMRJ/ND MaisO vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste sábado (22), em suas redes sociais, uma matéria do portal Metrópoles que compara a reação do ministro Alexandre de Moraes a dois episódios envolvendo tornozeleiras eletrônicas: o do ex-presidente Jair Bolsonaro e o do também ex-presidente Fernando Collor de Mello.Na reportagem, o veículo afirma que Collor ficou cerca de 36 horas com a tornozeleira eletrônica desligada, sem que Moraes determinasse sua prisão. O caso voltou à tona após a decisão do ministro, nesta madrugada, de antecipar a prisão de Jair Bolsonaro sob a justificativa de que ele teria tentado violar o equipamento de monitoramento.À época do episódio envolvendo Collor, a defesa afirmou que o desligamento não foi intencional e ocorreu enquanto o ex-presidente ainda se adaptava ao dispositivo. Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir A publicação do vereador repercutiu rapidamente entre apoiadores do ex-presidente nas redes. “Querem matar o nosso presidente legítimo. O nosso presidente Bolsonaro. Deus não deixe isso acontecer”, comentou um apoiador.
Prisão de Collor
Fernando Collor, ex-presidente do Brasil, foi preso em maio, em Maceió, Alagoas. Ele foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nas investigações da Operação Lava Jato.Collor aguardava o julgamento de seus recursos em liberdade, mas, com a negativa do último deles pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi determinado que ele começasse a cumprir a pena.Defesa de Bolsonaro e o caso de CollorNo pedido de prisão domiciliar protocolado na sexta-feira (21), a defesa de Bolsonaro chegou a usar o caso Collor. Segundo informações do Metrópoles, o advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, argumentou que os casos dos dois ex-presidentes são semelhantes.No pedido, ele ainda mencionou o “delicado estado de saúde” de Bolsonaro, agravado pelas sequelas do atentado à faca de 2018, e a falta de condições seguras para permanência em um presídio, buscando o mesmo benefício concedido a Collor, a “prisão domiciliar humanitária”.
Fonte: ndmais
