BRAESP firma contrato com a Marinha do Brasil e reforça liderança em Governança e Métricas de Software

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Contrato consolida a visão defendida por Abraão Ferrara: software só gera valor quando pode ser medido.

Em um mercado que movimenta bilhões de reais por ano em desenvolvimento de software, uma pergunta continua desafiando empresas públicas e privadas: como garantir que o valor pago corresponde exatamente ao que foi entregue?

É justamente essa questão que motivou a BRAESP Technology Company a construir uma atuação especializada em Governança e Métricas de Software. Em junho de 2026, a empresa deu um passo importante nessa trajetória ao firmar contrato com a Marinha do Brasil para fornecer serviços de Escritório de Métricas da Pagadoria de Pessoal da Marinha (PAPEM), no Rio de Janeiro.

O contrato prevê a medição de software em Pontos de Função sobre os serviços de desenvolvimento, melhoria e manutenção de sistemas da instituição por meio da Análise de Pontos de Função (APF), metodologia reconhecida internacionalmente pelas normas ISO/IEC 14143 e pelo padrão do IFPUG.

A BRAESP passa a atuar como um agente técnico independente, responsável por dimensionar cada entrega de software para que os pagamentos sejam realizados com base no valor efetivamente produzido, aumentando a transparência, reduzindo riscos e fortalecendo a governança dos contratos de tecnologia.

Por que a Marinha mede o software que compra

A escolha por métricas não é preciosismo técnico, é política de Estado. Desde 2006, o Tribunal de Contas da União combate o modelo de contratação de TI por hora trabalhada. No Acórdão 786/2006, o TCU nomeou o problema de forma brutal: o paradoxo do lucro-incompetência. Quanto menos qualificado o fornecedor, mais horas ele consome, mais ele fatura e mais caro fica para o contratante. No ano seguinte, o Acórdão 1.782/2007 determinou que os órgãos planejassem suas contratações estimando previamente os quantitativos em pontos de função, consolidando o pagamento por resultado como padrão da administração pública federal.

“O setor público brasileiro entendeu algo que boa parte do setor privado ainda ignora: software sem métrica é cheque em branco. A métrica transforma um serviço intangível em um produto comparável, auditável e negociável. É a diferença entre pagar pelo resultado e pagar pela promessa”, afirma Abraão Ferrara, CEO da BRAESP.

Abraão Ferrara

Os benefícios que a Marinha passa a capturar com o Escritório de Métricas são os mesmos que qualquer grande comprador de software deveria exigir: preço definido por unidade de funcionalidade antes do projeto começar, propostas de fornecedores comparáveis na mesma régua independentemente de tecnologia, previsibilidade de orçamento e prazo desde as fases iniciais, e poder técnico nas divergências contratuais.

Quem tem contagem tem argumento. Quem não tem, tem opinião. E há um efeito adicional: a contagem feita por um terceiro independente, como a BRAESP, elimina o conflito de interesse de quem entrega o software ser também quem o mede.

Segundo Ferrara, essa mesma lógica precisa ganhar espaço no setor privado.

“Muitas empresas aprovam contratos milionários de tecnologia sem conhecer o tamanho real do software que estão adquirindo. A pergunta que todo conselho de administração deveria fazer é simples: quanto software efetivamente recebemos pelo investimento realizado? Se ninguém consegue responder, existe um problema de governança.”

Além da transparência, a medição independente oferece benefícios como previsibilidade orçamentária, comparabilidade entre fornecedores, redução de conflitos contratuais e maior capacidade de negociação. Quando a empresa responsável pelo desenvolvimento também mede sua própria produção, surge um potencial conflito de interesses. A atuação de uma organização independente, como a BRAESP, elimina essa assimetria e fortalece a confiança entre contratante e fornecedor.

A trajetória por trás da tese

A convicção do executivo tem origem conhecida por quem acompanha sua história. Ferrara nasceu em família humilde, sem computador em casa e sem dinheiro para um curso particular de tecnologia, numa época em que não existiam cursos gratuitos pela internet. A porta de entrada foi uma fila de madrugada, ao lado da mãe, para concorrer ao sorteio de uma vaga em curso gratuito. “Aquela fila me ensinou o que nenhum MBA ensinou depois: tecnologia muda vidas, mas só muda a vida de quem consegue chegar até ela”, relembra.

A vaga veio, e com ela uma carreira que passou pela liderança de equipes multiculturais e projetos internacionais em 8 países em empresas como Totvs, MAPFRE, Deloitte e Petrobras, até a BRAESP, hoje uma companhia de tecnologia com atuação global.

Abraão Ferrara

A experiência virou princípio e DNA: difundir e compartilhar tecnologia com todas as pessoas e todas as empresas. “A BRAESP é uma empresa feita para todos. E a métrica é, no fundo, uma ferramenta de democratização: ela nivela o jogo entre quem compra e quem vende software”, diz o CEO.

Com o novo contrato, a área de Métricas de Software da BRAESP consolida sua atuação nos dois mundos: atende órgãos públicos que precisam de medição independente e leva ao setor privado a mesma disciplina de contagem, auditoria de faturas e contratos remunerados por resultado que o governo federal transformou em regra.

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