Bombeiros de Roma lutam para resgatar …

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ROMA (Reuters) – Os serviços de emergência italianos se esforçavam nesta segunda-feira para resgatar um trabalhador romeno preso por horas sob escombros após o colapso parcial de uma torre medieval no centro de Roma, perto do Coliseu.

‘Estamos tentando tirá-lo de lá com vida, mas a situação é complexa devido ao risco de novos desabamentos’, disse à Reuters o porta-voz do Corpo de Bombeiros Nacional, Luca Cari.

Pedaços da Torre dei Conti, de 29 metros de altura, caíram no chão em pelo menos duas ocasiões, mostraram vídeos publicados nas redes sociais e imagens da Reuters. A primeira ocorreu por volta das 11h30 (horário local) e a segunda cerca de 90 minutos depois.

Nuvens de poeira saíram pelas janelas, acompanhadas do som da alvenaria desmoronando. O segundo incidente ocorreu quando os bombeiros estavam trabalhando na estrutura com escadas aéreas.

Nenhum deles ficou ferido.

O trabalhador preso sobreviveu ao segundo colapso, mas as operações para retirá-lo ‘serão muito longas e difíceis devido ao risco muito alto de (mais) colapsos’, disse o chefe de polícia de Roma, Lamberto Giannini, a jornalistas.

‘A situação continua crítica. Temos colegas presentes para prestar assistência consular e nos comunicar com as autoridades italianas. O trabalho dos bombeiros é vital neste momento’, disse a ministra das Relações Exteriores da Romênia, Oana-Silva Toiu, no X.

Um segundo trabalhador, também romeno, foi retirado quase imediatamente após o desabamento e hospitalizado com ferimentos graves na cabeça, mas sem risco de vida, enquanto outros dois trabalhadores sofreram ferimentos leves e recusaram tratamento hospitalar.

SÉCULO 13

A torre, que deveria ser convertida em um museu e espaço para conferências, está localizada na metade da Via dei Fori Imperiali, a ampla avenida que vai do centro da Piazza Venezia até o Coliseu.

O edifício ainda estava de pé, mas apresentava danos internos significativos.

Ele já foi sede de escritórios da prefeitura, mas não está em uso desde 2006 e passava por obras como parte de um projeto de renovação de quatro anos previsto para terminar no próximo ano, de acordo com autoridades municipais de Roma.

Devido ao trabalho de restauração financiado pela UE, a área ao redor da torre estava fechada para pedestres.

O edifício foi erguido pelo Papa Inocêncio 3º para sua família no início do século 13 e, originalmente, tinha o dobro da altura, mas foi reduzido após danos causados por terremotos nos séculos 14 e 17.

(Reportagem de Angelo Amante, reportagem adicional de Alan Charlish em Varsóvia)

Fonte: antena1

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