Giovanna Tani

Colunista de gastronomia com atuação voltada à curadoria de experiências e análise estratégica do setor. Desenvolve conteúdos que exploram a cultura alimentar sob a perspectiva da identidade, da tradição e da inovação contemporânea. Seu trabalho destaca restaurantes, tendências e movimentos que impactam o cenário gastronômico, sempre com olhar técnico, sensível e criterioso. Acredita que a mesa é espaço de construção cultural e que a gastronomia é ferramenta de posicionamento, reputação e expressão social.

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Na Mooca, um pedaço da Itália: uma experiência de memória, tradição e alta gastronomia no Mizzica

São Paulo tem o raro privilégio de permitir que o mundo inteiro caiba à mesa. Mas há lugares na cidade em que a experiência vai além da gastronomia: ela toca memória, identidade e pertencimento. Foi exatamente essa sensação que encontrei ao visitar o Mizzica, na Mooca — um restaurante que traduz, com autenticidade, o espírito da cozinha italiana.

Tosto Café: Uma Portinha no Ipiranga que Abraça Como Casa de Vó

Entre o Parque da Independência e a Rua Sorocabanos, depois de um passeio cultural pelo imponente Museu do Ipiranga, encontrei uma dessas preciosidades: o Tosto Café. Uma pequena porta em um casarão histórico do bairro do Ipiranga que, por si só, já desperta curiosidade.

Gastronomia tradicional de Florianópolis: do mar direto para a mesa

Gastronomia tradicional de Florianópolis não é apenas sobre frutos do mar. É sobre identidade, herança cultural e um modo de vida que respeita o tempo das marés. Quando cheguei à ilha, não demorei a perceber que ali o mar não é paisagem — é sustento, memória e rotina. A pesca artesanal ainda pulsa em bairros históricos e comunidades tradicionais. Na temporada da tainha, por exemplo, a praia se transforma em palco de cooperação: homens atentos ao movimento do cardume, redes sendo lançadas, famílias acompanhando da areia. É alimento, mas também é celebração.

Diferença gastronômica de capital para o interior: uma jornada de sabores e redescobertas

Sou paulistana, criada no ritmo acelerado de São Paulo, e sempre tive orgulho da cidade que nunca dorme. Cresci cercada por restaurantes para todos os gostos, cafeterias em cada esquina e a praticidade do delivery que chega antes mesmo da fome apertar. Mas, em meio a tanta oferta, senti que precisava experimentar um novo estilo de vida — e uma nova forma de me relacionar com a comida.

O valor do fazer à mão na gastronomia: tempo, identidade e afeto à mesa

Em um mundo acelerado, o fazer artesanal na gastronomia deixou de ser apenas estética ou tendência — tornou-se posicionamento cultural e econômico. Cozinhar com tempo, técnica e origem é também fortalecer cadeias produtivas locais, preservar saberes tradicionais e responder a um consumidor cada vez mais atento ao que coloca no prato.

Como a imigração italiana moldou a gastronomia de São Paulo

Publicada em 17/12/2025A imigração italiana para o Brasil intensificou-se a partir da década de 1870, em um contexto de transformações econômicas e sociais tanto na Europa quanto em São Paulo. A unificação italiana havia provocado...

São Paulo à Mesa do Mundo: como a gastronomia tradicional global transforma a cidade em destino turístico

A capital paulista tornou-se um dos mais expressivos polos de gastronomia tradicional internacional. Restaurantes familiares, cafés históricos e cozinhas de herança cultural preservam receitas ancestrais de diferentes regiões do planeta — italianas, árabes, japonesas, portuguesas, espanholas, francesas, coreanas, judaicas, armênias e tantas outras — formando um mosaico culinário raro fora de seus territórios de origem.

Ancestralidade à Mesa: quando a gastronomia preserva identidades e conta histórias

Cozinhar sempre foi um ato de transmissão entre gerações. Receitas atravessam o tempo carregando hábitos, crenças, modos de cultivo, rituais e afetos. O tempero que se aprende em família, o modo de preparar o grão, o corte específico da carne, o uso de ervas locais — tudo isso constitui patrimônio imaterial.

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A Embalagem Está Morta? Ou Está Apenas se Reinventando para Dominar o Futuro do Consumo?

Por muito tempo, a embalagem foi vista como um mero invólucro — aquela proteção básica para o produto que estava ali só para cumprir uma função simples: preservar e apresentar. Mas será que essa visão ainda faz sentido na era da inteligência artificial, sustentabilidade e experiência do consumidor? Muito pelo contrário.

Entre a privacidade e a liberdade de expressão.

A responsabilização dos provedores de internet por conteúdos de terceiros nas mãos do STF.A origem substancial das pautas do dia na justiça, sua razão...